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Entenda a evolução do câncer que afeta o prefeito Bruno Covas

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Prefeito de São Paulo foi diagnosticado com câncer na região da cárdia em 2019. Exames feitos no início deste ano mostraram novos tumores nos ossos e no fígado, e Bruno Covas foi transferido para a UTI nesta segunda-feira (3). Bruno Covas (PSDB)
Walace Lara/TV Globo
O prefeito licenciado de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), de 41 anos, foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Sírio-Libanês, no Centro de São Paulo, nesta segunda-feira (3), como parte do tratamento contra o câncer. Internado desde domingo (2), Covas foi intubado nesta manhã após a descoberta de um sangramento no estômago.
O sangramento, causado por uma úlcera, foi encontrado durante um exame de endoscopia e estava localizado em cima do tumor diagnosticado em 2019, na cárdia, uma válvula na passagem do esôfago para o estômago. Segundo a equipe médica, o sangramento foi controlado durante o exame.
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Em outubro de 2019, Bruno Covas foi diagnosticado com um câncer na região da cárdia, localizada na transição entre o estômago e o esôfago, durante uma consulta para tratar uma infecção de pele. Na época, também foi diagnosticada metástase do câncer original, com linfonodos aumentados ao redor do pâncreas e um nódulo no fígado.
Ainda em 2019, o prefeito iniciou sessões de quimioterapia e radioterapia, que fizeram com que os tumores regredissem e diminuíssem de tamanho. Ele continuou o tratamento em 2020 com imunoterapia, sem a necessidade de se licenciar do cargo, pois apresentava boas condições clínicas.
Em janeiro de 2021, após ser reeleito nas eleições municipais, Covas anunciou uma nova fase de procedimentos no combate à doença. Ele tirou uma licença de 10 dias para se submeter a novas sessões de radioterapia.
No entanto, em fevereiro deste ano, exames de rotina apontaram que a doença ganhou terreno, segundo os médicos, com novo nódulo no fígado. No último dia 16 de abril, a equipe médica revelou que novos focos de tumores no fígado e nos ossos da coluna e da bacia foram encontrados. Covas voltou a realizar sessões de quimioterapia e imunoterapia.
No final de abril, ele apresentou uma piora no quadro de saúde e foi diagnosticado com líquido no abdômen e nas pleuras, tecidos que revestem os pulmões. Drenos foram colocados para a retirada do líquido, e sua alimentação passou a ser complementada com a administração de alimento na veia.
No vídeo abaixo, a equipe médica de Covas explica o que significa o acúmulo de líquido na pleura. Assista:
Bruno Covas tem acúmulo de líquido no pulmão e abdômen
A drenagem dos líquidos foi bem-sucedida, segundo os médicos, e o prefeito teve alta no último dia 27.
A previsão era a de que Bruno Covas retornasse ao hospital só nos próximos dias para dar continuidade ao tratamento. Mas, por estar sentindo mal estar e mais dores, a equipe médica julgou necessário antecipar a volta e ele foi internado novamente no último domingo (2).
Por causa da transferência para a UTI, as sessões de quimioterapia e imunoterapia que o prefeito faria nesta segunda (3) foram suspensas e não devem acontecer nos próximos dias. A análise dos médicos é a de que esse tipo de sangramento não é desejável, mas faz parte do tipo de tratamento que ao qual o prefeito se submete atualmente.
Covas anunciou no domingo (2) uma licença de 30 dias do cargo de prefeito para poder realizar o tratamento, a mais longa até agora.
“O prefeito quer se dedicar integralmente à prefeitura. Mas com um tratamento desse porte, na nossa opinião e na dele, não é possível. Então, ele optou por se afastar 30 dias. Ele vai ficar voltado integralmente a esse tratamento e nós vamos, obviamente, monitorando dia a dia”, disse nesta segunda-feira o médico David Uip.
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Cronologia
Outubro de 2019: Covas é diagnosticado com câncer em válvula do estômago, com metástase no fígado e linfonodos
Dezembro de 2019: Tumores regridem após quimioterapia
Fevereiro de 2021: Novo nódulo é encontrado no fígado
16 de abril de 2021: Exames mostram novos pontos de câncer nos ossos da coluna e da bacia e no fígado
21 de abril de 2021: Inflamação causa acúmulo de líquido nos pulmões e no abdômen
3 de maio de 2021: Sangramento é encontrado no estômago. Prefeito vai para UTI e se licencia do cargo por 30 dias
Primeiro diagnóstico em 2019
O prefeito da capital foi internado pela primeira vez em outubro de 2019, quando chegou ao hospital com erisipela (infecção), que evoluiu para trombose venosa profunda (coágulos) na perna direita. Os coágulos subiram para o pulmão, causando o que é chamado de embolia.
Durante os exames para localizar os coágulos, médicos detectaram o câncer na cárdia, região entre o esôfago e o estômago, com metástase no fígado e nos linfonodos.
No vídeo abaixo, entenda o diagnóstico de câncer na cárdia e o surgimento de metástase no fígado e nos gânglios linfáticos:
Entenda o câncer que atingiu o prefeito Bruno Covas em 2019
Em 2019 e 2020, Covas passou por oito sessões de quimioterapia que fizeram com que o tumor regredisse. Mas, segundo a equipe médica, não foram suficientes para vencer o câncer. Após novos exames, o prefeito iniciou o tratamento com imunoterapia.
Em entrevista ao Fantástico logo após a descoberta do câncer, no final de 2019, Bruno Covas se disse confiante no tratamento, como mostra o vídeo abaixo:
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