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Em 17 dias, número de pessoas com a 2ª dose da vacina contra Covid atrasada cresce 52% em SP

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Entre os dias 13 e 30 de abril, quantidade de faltosos que não foram receber a segunda dose do imunizante saltou de cerca de 192 mil para aproximadamente 292 mil, segundo a Secretaria Estadual da Saúde. Profissional de saúde manipula dose da vacina CoronaVac, contra Covid-19, em Campinas, no interior de São Paulo, nesta sexta-feira (12)
Leandro Ferreira/Fotoarena/Estadão Conteúdo
Cerca de 292 mil pessoas que tomaram a primeira dose da vacina contra a Covid-19 em todo o estado de São Paulo ainda não voltaram ao posto de vacinação para tomar a chamada D2, a segunda dose, fundamental para completar a proteção contra o novo coronavírus. É o que aponta um balanço da Secretaria Estadual da Saúde, que contabiliza dados consolidados até 30 de abril.
Esse número representa um crescimento de 52% em comparação com as 192 mil faltosos que havia no estado em 13 de abril. Nove dias depois, esse contingente era formado por cerca de 271 mil pessoas.
O governo do estado diz que “envia lembretes por SMS (mensagens de texto) e e-mail às vésperas da aplicação da segunda dose” e que as prefeituras devem criar estratégias para alcançar essas pessoas.
Só na cidade de São Paulo, balanço atualizado neste domingo apontava que 109.532 pessoas não haviam comparecido para receber a segunda dose de vacina contra Covid-19.
Os números do estado e da prefeitura incluem pessoas imunizadas tanto com a CoronaVac quanto com a vacina de Oxford/AstraZeneca. Os balanços não disponibilizam, separadamente, o contingente de faltosos por tipo de vacina.
Busca ativa
A Secretaria Municipal da Saúde disse por meio de nota que “ já contatou cerca de 60 mil pessoas para retornarem e tomarem a 2ª dose do imunizante” pelo serviço chamado de busca ativa.
A pasta informou ainda “que está realizando uma busca ativa que ajudará a compreender os motivos da ausência na segunda dose, que podem ser desde uma mudança de endereço, como a espera por um acompanhante para ir ao local de vacinação”.
Já a Secretaria Estadual da Saúde informou que “o Plano Estadual de Imunização (PEI) contra COVID-19 foi elaborado e é realizado de forma a garantir doses para completar o esquema vacinal dos públicos-alvo, com primeira e segunda dose, com abastecimento das 645 cidades”. “As grades de vacinas são direcionadas para cada etapa da campanha, com as devidas orientações e cabe às Prefeituras aplicar nos públicos, bem como administrar a segunda dose em tempo oportuno”, complementou a pasta.
De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, “o esquema vacinal completo de imunização contra COVID-19 prevê duas doses tanto da vacina do Butantan (intervalo de 28 dias) quanto da Fiocruz (12 semanas)”. “Se o prazo for ultrapassado, é fundamental que o cidadão procure um posto assim que possível para orientações e para completar a imunização. Não é recomendado o uso de imunizantes diferentes, pois não há evidências científicas quanto à eficácia.”
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