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Trimestre termina com aumento na dívida e pessoas inclusas no serviço de proteção ao crédito em Mogi

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Na comparação do primeiro trimestre de 2020 com 2021, montante de dívidas passou de R$ 13,3 milhões para R$ 13,7 milhões. O primeiro trimestre de 2021 terminou com o aumento de R$ 446 mil no total de dívidas inscritas no Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), em Mogi das Cruzes, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo os dados da instituição, o valor total passou de R$ 13,3 milhões para 13,7 milhões.
O número de novas inclusões no SCPC também foi maior em 5,4% na comparação dos períodos. Enquanto de janeiro a abril de 2020 foram incluídos 1.742 devedores, no primeiro trimestre deste ano foram 1.837.
Entretanto, o total de pessoas com o nome restrito diminuiu em 10,4%, de 15.903 para 14.247. Também foi menor no primeiro trimestre deste ano o total de dívidas regularizadas de 840 para 784.
Dividas alongadas
O diretor do SCPC de Mogi das Cruzes, Carlos Lapique, destaca que apesar de o número de devedores ter diminuído, as inclusões de mais novos devedores faz a dívida crescer, combinando com a queda no poder aquisitivo que faz com que quem já estava na restrição acabe tendo um alongamento da dívida.
“A gente percebe que 50% dos endividados devem apenas valores baixos, mas há o desemprego acentuado com a pandemia que faz com que muitas pessoas não consigam quitar os valores e eles vão aumentando”, destaca.
Em relação ao perfil dos endividados, Lapique destaca que ele é formado na maioria por homens. “Em situações como essa, opção geralmente é da parceira ficar em casa, para auxiliar na falta de escola para deixar os filhos e isso reduz a renda familiar e acarreta no endividamento”, pontua.
Ainda segundo o diretor, a expectativa é de que esses indicadores comecem a melhorar apenas em 2022, tendo em vista que o Brasil ainda está na segunda onda da Covid-19.
“Ao menos a ativação dos comércios permite que algumas pessoas possam voltar a trabalhar e sobreviver dignamente com o salário e sem depender de ajuda do governo. Conseguindo trabalhar, ela muda a realidade do lar, mas ainda demora um tempo para quitar as dívidas”, ressalta.
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