BCN 

Abandono de animais cresce mais de 70% em março em Araçatuba

Compartilhar

Apenas em março foram 77 animais recolhidos e encaminhados ao CCZ, enquanto no mesmo período do ano passado foram 21 resgates de cães e gatos, de acordo com dados da prefeitura. Cachorros resgatados vivem em Organização Não Governamental de Araçatuba
Reprodução/TV TEM
O número de animais resgatados das ruas aumentou em 73% no mês de março em Araçatuba (SP), de acordo com dados da prefeitura.
Segundo o município, apenas em março foram 77 animais recolhidos e encaminhados ao CCZ, enquanto no mesmo período do ano passado foram 21 resgates de cães e gatos.
De acordo com a secretária de Saúde de Araçatuba, Carmem Guariante, as mudanças provocadas pela pandemia de coronavírus podem explicar o aumento no número de animais abandonados.
“Muita gente não teve condições de continuar bancando e colocou o animal na rua. Outros animais já estavam na rua, mas as pessoas não ficavam em casa e não tinham tempo de denunciar”, afirma.
A protetora de animais Cintia Babieri afirma que as Organizações Não Governamentais (ONGs) de Araçatuba estão lotadas de animais abandonados pelos antigos tutores.
“As pessoas precisam entender que não temos condições de recolher o animal que tem dono. Se você pensa em abandonar, não adote. Isso é o que pedimos. Se adotar, tem que ter a responsabilidade de cuidar, vacinar e castrar”, diz Cintia.
Casos de abandono de animais crescem em Araçatuba durante a pandemia
Todos os animais resgatados pelo Centro de Controle de Zoonoses de Araçatuba recebem atendimento veterinário especializado. Os saudáveis são colocados para adoção depois de serem submetidos a exames.
De acordo com o Código Penal, é crime praticar maus-tratos contra animais domésticos, silvestres, nativos ou exóticos.
Várias condutas podem caracterizar os crimes, tais como o abandono, ferir, mutilar, envenenar, manter em locais pequenos sem possibilidade de circulação e sem higiene, não abrigar do sol, chuva ou frio, não alimentar, não dar água, negar assistência veterinária se preciso, dentre outros.
Atualmente, a legislação prevê pena de três meses a um ano de detenção para quem pratica atos contra animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. A pena é aumentada de um sexto a um terço se o crime causa a morte do animal.
Gatos que foram resgatados vivem em Organização Não Governamental em Araçatuba
Reprodução/TV TEM
VÍDEOS: veja as reportagens da região
Veja mais notícias da região no G1 Rio Preto e Araçatuba

Compartilhar

You May Also Like

Deixe uma resposta