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Seis cidades do Alto Tietê afirmam não ter estrutura para receber vacina da Pfizer

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Alguns municípios têm plano logístico para caso recebessem o imunizante, mas faltam equipamentos capazes de armazená-lo na temperatura adequada. País recebeu primeiro lote da vacina nesta quinta-feira (29). Que vacina é essa? Pfizer Biontech
Seis cidades do Alto Tietê não têm estrutura para receber a vacina da Pfizer contra a Covid-19, de acordo com informações enviadas pelas prefeituras a pedido do G1.
Alguns dos municípios afirmam ter planos logísticos para caso recebessem o imunizante, mas não contam com os equipamentos necessários para o armazenamento.
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Nesta quinta-feira (29) o país recebeu o primeiro lote da vacina, com 1 milhão de doses, segundo o Ministério de Saúde. No entanto, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conasems), afirma que elas serão entregues exclusivamente às capitais.
O motivo é a falta de condições para armazenar o imunizante na maior parte dos municípios. Ele deve ser mantido em temperaturas ultra baixas e que não são alcançadas por refrigeradores comuns (confira mais detalhes abaixo).
O G1 solicitou uma posição à Secretaria Estadual de Saúde sobre o assunto.
Ultracongeladores
Ultracongeladores são necessários para o armazenamento das vacinas da Pfizer
Divulgação/Secom
Se recebessem o imunizante nos próximos dias, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá e Suzano não teriam capacidade de mantê-lo na refrigeração adequada.
Nenhum dos municípios possui ultracongeladores, necessários para guardar a vacina da Pfizer na temperatura indicada pelo fabricante, que é de -70ºC no período de seis meses.
Segundo informações enviadas pelo laboratório, ela pode ficar armazenada em temperatura superior, entre -25°C e -15°C, por 14 dias.
Porém, as geladeiras de vacina comuns atingem de 2°C a 8°C, o que exige que fossem aplicada em, no máximo, cinco dias.
Essa média de temperatura é a indicada para o acondicionamento da Coronavac e da vacina Oxford/AstraZeneca, ambas já usadas no Alto Tietê.
As cidades de Arujá, Biritiba Mirim, Salesópolis e Santa Isabel também foram questionadas sobre a possibilidade, mas não enviaram respostas até a tarde de quarta-feira (28).
Ficha técnica da Pfizer recomenda doses da vacina a cada 21 dias para maximizar sua eficácia.
Getty Images via BBC
Ferraz de Vasconcelos
A Prefeitura informou que não possui e não tenta realizar a compra de ultracongelador para o armazenamento desses imunizantes. Porém, disse que tem plano logístico para caso o recebesse.
Guararema
A administração municipal informou que Guararema não conta estrutura necessária para armazenamento das doses da Pfizer.
Itaquaquecetuba
A cidade informou que o Governo do Estado, desde o início da campanha, vem fazendo um estudo para providenciar essa necessidade, inclusive vendo a viabilidade de contratar uma empresa de logística para isso.
Disse também que surgiu a opção da entrega da vacina continuar sendo feita de forma regional, pelo centro de distribuição, como já acontece, mas também que a aplicação das doses seja feita dessa forma.
A cidade afirma diz que também recebeu a informação de que a vacina poderia vir liofilizada, ou seja, em pó, para ser diluída na hora da administração. Por isso talvez não seja necessário todo esse aparato para criopreservação, disse a Prefeitura.
“Em todo caso, o município aguarda informes e orientações do Governo do Estado para saber como vai proceder, caso receba vacinas da Pfizer”.
Mogi das Cruzes
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a Câmara de Refrigeração da cidade não é compatível com as exigências.
Poá
O Departamento de Vigilância em Saúde de Poá informou que ainda não possui estrutura para armazenar a vacina Pfizer.
Suzano
A cidade informou que não possui ultracongelador e que não planeja a compra. Contudo, segue em tratativas para receber o equipamento, seja do Ministério da Saúde ou do Governo Estadual.
Disse também que conta com local, estrutura, fluxo e logística necessários para aplicação da vacina da Pfizer, faltando apenas os equipamentos específicos para acondicionamento das doses.
Compra de freezers
O Ministério da Saúde declarou que está em andamento o processo de compra de 183 “freezers de ultrabaixa temperatura” (-90°C a -60°C).
“O Ministério da Saúde planeja entregar os freezers para as centrais estaduais e os gestores locais vão definir a estratégia de distribuição dos equipamentos em seus territórios.”
A previsão é de que o primeiro lote, com 30 freezers, seja entregue em meados de junho. A aquisição é realizada via Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
Até o momento, não há informações de quais estados e municípios receberão os equipamentos.
Vacina da Pfizer
A vacina da Pfizer foi a primeira a obter o registro definitivo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil. O imunizante foi um dos quatro testados no país.
Um estudo desenvolvido em Israel afirma que o imunizante tem eficácia de 97% contra casos sintomáticos e formas graves da Covid-19.
Em relação aos casos assintomáticas do vírus, o imunizante teve eficácia de 94%.
Saiba mais sobre a vacinação contra a Covid-19

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