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Região de Piracicaba tem 3 mortes e 302 infecções pelo coronavírus entre bancários, diz sindicato

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Segundo o Sindban, quantidade de diagnosticados com a doença representa 18,3% da categoria na base da entidade. Febraban elenca série de medidas de prevenção, como sistema de home office, testagem de todos funcionários e diálogo com sindicatos. Levantamento do Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região (Sindban) aponta três mortes e 302 bancários infectados pela Covid-19 desde o início da pandemia. De acordo com a entidade, a quantidade de infectados representa 18,3% de toda a categoria na regional.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) elenca série de medidas de prevenção, como sistema de home office, testagem de todos funcionários e diálogo com sindicatos.
De acordo com o Sindban, a pesquisa foi realizada em 14 bancos e 93 agências, e em 85 agências foram constatados bancários contaminados. O recorde ocorreu em uma unidade de Rio das Pedras, onde 83,3% dos trabalhadores foram infectados, também segundo a entidade.
Cidades na área de abrangência do Sindban:
Águas de São Pedro
Anhembi
Bofete
Capivari
Cerquilho
Charqueada
Conchas
Jumirim
Laranjal Paulista
Maristela
Mombuca
Pardinho
Pereira
Piracicaba
Porangaba
Santa Maria da Serra
São Pedro
Saltinho
Rio das Pedras
Rafard
Santa Bárbara d’Oeste
Tietê
Morte de vigilante
Em um dos casos, o Sidban apontou a morte de um vigilante que trabalhava em uma agência do Banco do Brasil de Piracicaba, em março.
À época, o banco não confirmou o óbito pela doença. A unidade, que fica na Vila Rezende, precisou suspender os atendimentos temporariamente para realizar higienização.
Sindicato quer reunião pública
O Sindban informou que, em conjunto com o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) já vinha ampliando a fiscalização nas agências, por notar crescimento de casos e “o não cumprimento de todos os protocolos por parte de alguns bancos”.
“Esse quadro alarmante de contaminação na categoria bancária nos impõe a necessidade de tratarmos o assunto de forma conjunta entre sindicato, poder público e gestores dos bancos. Por isso, estamos conversando com o presidente da Câmara Municipal de Piracicaba para a convocação de uma reunião pública”, comenta José Antonio Fernandes Paiva, presidente do Sindban.
Em função desse quadro, o Sindban notificou todos os bancos para o cumprimento de um protocolo de prevenção e assistência aos bancários. “Ao mesmo tempo está buscando fazer cumprir normativa do Ministério Público do Trabalho que pode tipificar a Covid-19 como acidente de trabalho, dependendo do local”, acrescenta.
O Sindban também pretende se reunir com o poder público, Conselho Municipal de Saúde, com a Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul e com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT) para tratar do assunto.
“Acreditamos que esse debate poderá apontar soluções conjuntas para protegermos bancários, clientes e população em geral, e também assim diminuirmos os impactos da pandemia sobre o sistema de saúde”, concluiu Paiva.
O que diz a Febraban
Em nota, a Febraban comunicou que desde março do ano passado, quando a pandemia chegou ao Brasil, os bancos criaram duas mesas de negociação nacional permanente sobre Covid-19 com sindicatos dos trabalhadores para criar medidas de proteção da saúde dos bancários.
E afirmou que, logo que a pandemia foi decretada, cerca de 230 mil bancários, o que representa mais da metade do total de trabalhadores do setor, entraram no sistema de home office.
“Além disso, as instituições bancárias disponibilizaram a testagem para 100% dos seus empregados, para a realização conforme a ocorrência dos sintomas, evitando assim os testes falso positivos e a contaminação nas clínicas que ministram os exames”, acrescentou.
A federação também aponta que as maiores instituições financeiras do país colocaram serviços de telemedicina à disposição dos bancários.
Demais medidas adotadas pelos bancos em acordo com as entidades sindicais, segundo a Febraban:
Medidas de proteção e prevenção nos ambientes de trabalho, com divulgação de orientações ou protocolos;
Incentivo ao distanciamento social;
Criação de procedimentos com relação aos casos suspeitos e confirmados e para aqueles que tiverem contato com pessoas doentes;
Elaboração de etiqueta respiratória e de higienização das mãos;
Intensificação das rotinas de limpeza e desinfecção dos ambientes de trabalho e melhoria na ventilação desses locais;
Em casos de contaminação confirmada, as agências passam por higienização;
Proteção aos grupos de risco;
Distribuição de equipamentos de proteção individual (EPI) como máscaras e viseiras.
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