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Positividade para Covid em abril é de 40% do total de suspeitas em Ribeirão Preto, diz secretário

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Apesar de tendência de estabilidade nos novos casos, número de internados nas UTIs continua alto, com ocupação acima dos 90% nos leitos. Polo Covid em Ribeirão Preto, SP
Reprodução/EPTV
O secretário de Saúde de Ribeirão Preto (SP), Sandro Scarpelini, disse que o índice de positividade para Covid-19 entre pacientes com sintomas da doença que buscam os dois pólos de atendimento na cidade ficou em torno de 40% no mês de abril.
Desde o confinamento da população, que durou cinco dias em março, o número de atendimentos caiu cerca de 45%. Dados apresentados pela Prefeitura na sexta-feira (30) mostram que, em 15 de março, 608 pessoas chegaram a procurar os pólos. Segundo Scarpelini, a média diária em abril foi de 261 novas suspeitas.
“Antes do lockdown, a gente estava em 608, 527 [atendimentos]. A gente mantém, apesar de alguns picos na segunda e na terça, 45%, praticamente metade do que a gente tinha antes do lockdown de casos de pessoas que procuraram os pólos com sintomas gripais.”
Variação de número de atendimentos de pacientes com suspeita de Covid-19 em Ribeirão Preto, SP
Divulgação/Prefeitura de Ribeirão Preto
Balanço da epidemia
Total de casos: 70.850
Casos confirmados em 2021: 28.898
Total de mortes: 1.875
Mortes registradas em 2021: 832
Total de suspeitas descartadas: 82.983
Suspeitas descartadas em 2021: 28.898
UTIs
Mesmo com a tendência de queda nos atendimentos, o número de internados continua alto. Na sexta-feira, os hospitais chegaram a ter 297 pacientes nas unidade de terapia intensiva (UTI). Na manhã deste sábado (1º), são 276 em 308 leitos – taxa de 89,6% de ocupação.
Scarpelini afirma que as pessoas em tratamento têm levado ainda mais tempo do que em 2020 para deixar os leitos de terapia intensiva. A permanência prolongada está diretamente ligada à nova variante do coronavírus, a P.1, que já representa 80% dos casos na cidade.
“A gente mantém um patamar alto de internação com um perfil diferente. No ano passado inteiro, nós tínhamos 95% de síndrome gripal e 5% de SRAG, incluindo os óbitos. Hoje, nós estamos com mais de 10% de SRAGs. Diminuiu o número de pacientes chegando, mas os pacientes estão permanecendo mais tempo dentro da terapia intensiva no hospital. Isso leva ao mesmo resultado final, se chega muito, lotam os leitos e sai pouco, não tem rotatividade.”
De acordo com o secretário, a escassez de medicamentos do kit intubação foi superada. “Tivemos uma crise, mas temos uma situação melhor agora. Temos estoque para aguentar os próximos 15 dias com tranquilidade.”
Menos mortes entre mais velhos
Scarpelini disse que a nova variante tem afetado pessoas mais jovens, mas alertou que os idosos não deixaram de estar vulneráveis. Ele, no entanto, destacou a queda na letalidade entre pacientes com mais de 60 anos, que atribui à vacinação.
“A gente vê aqui que nas faixas acima de 70 anos, principalmente, a gente tem notado uma diferença significativa entre as proporções de óbitos. De 70 a 79, menos 12%, de 27 para 24, em relação às outras faixas etárias. De 80 a 89, de 26 pra 17, já dá 9% a menos. Na minha opinião, é efeito da vacina.”
Variação de mortes Covid-19 por faixa etária em Ribeirão Preto, SP
Divulgação/Prefeitura de Ribeirão Preto
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