BCN 

Hospitais usam capacete que ajuda a evitar intubação para tratar pacientes com Covid-19

Compartilhar

Além de ajudar na recuperação, o equipamento, responsável por melhorar o índice de oxigenação do sangue, tem evitado, em alguns casos, o procedimento de intubação. Capacete Elmo é usado para tratar pacientes em hospitais da região
Reprodução/TV TEM
Hospitais da região noroeste paulista estão usando capacetes para estabilizar pacientes infectados pela Covid-19. Além de ajudar na recuperação, o equipamento, responsável por melhorar o índice de oxigenação do sangue, tem evitado, em alguns casos, o procedimento de intubação.
A Santa Casa de Jales (SP) possui 20 capacetes, todos comprados com dinheiro doado pela comunidade. O equipamento já é usado em cidades da Europa e do Brasil.
“Eles observavam que, com o capacete, 60% dos pacientes não foram encaminhados para a intubação endotraqueal. Nós nos interessamos pelos capacetes por conta dos dados e falamos com a administração para adquiri-los”, explica Ricardo Rodrigues Perbelini, médico coordenador da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) da Santa Casa de Jales.
Diversas empresas fabricam os capacetes Elmo, mas todos os modelos trazem conforto respiratório aos pacientes e mais segurança aos profissionais de saúde, que estão expostos diariamente ao risco de contaminação.
“A gente entra e sai do quarto para dar água para os pacientes. O vírus vaza um pouquinho quando a máscara é retirada, mesmo estando com filtro. O capacete tem uma vazão menor. A segurança é maior para a equipe, assim como o conforto”, explica Liliane Rogério dos Santos, fisioterapeuta da Santa Casa de Fernandópolis (SP).
Hospitais do noroeste paulista usam ‘capacete’ para estabilizar pacientes com Covid-19
Atualmente, a Santa Casa de Fernandópolis possui 12 capacetes, sendo que dois foram doados por um morador que fez uma campanha na cidade. Porém, o hospital aguarda a chegada de novos equipamentos.
O analista Fernando Silva Junior, de 41 anos, fez uso do capacete Elmo durante as mais de duas semanas que ficou internado na Santa Casa de Santa Fé do Sul (SP).
Com a piora da saturação, Fernando foi encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e, momentos antes se ser intubado, recebeu o convite para testar o capacete.
O analista usou o equipamento durante dois dias e recebeu autorização dos médicos para voltar à casa da família logo depois.
“Vivi os piores dias da minha vida nesse tempo. Um dos melhores momentos, por incrível que pareça, foi dentro do capacete. Tive um alívio por estar respirando novamente. Ele salvou a minha vida”, afirma Fernando.
Fernando e equipe médica comemorando alta hospitalar
Reprodução/TV TEM
VÍDEOS: veja as reportagens da região
Veja mais notícias da região no G1 Rio Preto e Araçatuba

Compartilhar

You May Also Like

Deixe uma resposta