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Com alta do e-commerce, ocupação e abertura de galpões são as maiores já registradas no país; Grande SP tem forte procura

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No 1º trimestre do ano havia 15,1 milhões de metros quadrados de galpões no Brasil, segundo a consultoria Cushman & Wakefield. O volume é 7% maior que os 14,2 milhões no mesmo período de 2020. A taxa de galpões vazios também teve redução de 17,7% para 12,6% no período. Cidades com mais procura ficam de 10 a 30 quilômetros da capital paulista. Galpão do Ministério da Saúde em Guarulhos, na Grande SP.
Divulgação/SECOM
Puxadas pela alta nas vendas pela internet na pandemia, a ocupação de galpões de logística bate recorde no país. De acordo com levantamento da consultoria Cushman & Wakefield, obtido em primeira mão pela Globonews, no 1º trimestre do ano havia 15,1 milhões de metros quadrados de galpões no Brasil. O volume é 7% maior se comparado aos 14,2 milhões no mesmo período do ano passado.
A alta também se reflete na taxa de vacância (imóvel vazio disponível para locação e venda), que é a menor já registrada pelo índice, caindo de 17,7% para 12,6% entre o 1º trimestre de 2020 e os primeiros três meses de 2021. O número de galpões disponíveis para aluguel é menor que antes porque a demanda aumentou, diz a consultoria.
São Paulo
No estado de São Paulo, o crescimento da área ocupada por galpões foi de 5%, passando de 9 milhões de metros quadrados para 9,4 milhões. A taxa de vacância no estado caiu também e é menor que a média nacional: passou de 17,1% em 2020 para 10,4% agora.
As cidades que têm mais procura por galpões ficam de 10 a 30 quilômetros da capital paulista, como Guarulhos, Cajamar e Barueri, por serem locais estratégicos, perto de grandes rodovias. Muitos centros de distribuição estão nestes municípios.
E-Commerce
As vendas no e-commerce aumentaram. Dados da plataforma E-bit mostram que foram feitos 46,3 milhões de pedidos pela internet no primeiro trimestre do ano, contra 38,8 milhões no mesmo período, em 2020. O faturamento do setor também cresceu. Nos três primeiros meses do ano passado, o comércio eletrônico faturou R$ 16,4 bi. Neste ano foram R$ 22,6 bi, 38% mais.
O estoque de produtos vendidos na internet geralmente não fica em uma loja física, ainda que a plataforma de venda on-line seja de uma empresa tradicional do varejo físico. Então, o que é vendido no comércio eletrônico é armazenado em galpões.
Com o crescimento das compras pela internet por causa da pandemia, o varejista teve que aumentar o estoque. Consequentemente, a procura por galpões onde ficam produtos aumentou também.
“A pandemia acelerou fortemente a procura por espaços de galpões, sobretudo pelas empresas de e-commerce e de logística. Esse aumento reflete também a nacionalização do e-commerce no Brasil. São galpões que chamamos de classe “A” porque são ocupado por grandes empresas. A absorção em 2020 foi ainda mais alta que a oferta de novos espaços, especialmente em São Paulo”, explica Jadson Andrade, head de inteligência de mercado da Cushman & Wakefield, consultoria que fez o levantamento.
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