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Barretos e Bebedouro, SP, terão 30 novos leitos de UTI para pacientes com Covid-19, diz fundação

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Um hospital da região, porém, fechará 60 vagas até o fim de junho. Ampliação será custeada pela Fundação Pio XIII em ambas as cidades, onde a ocupação das UTIs é de 100%. Leitos de UTI para Covid-19 se esgotam na região de Barretos, SP
O presidente da Fundação Pio XII, que administra hospitais em Barretos (SP) e Bebedouro (SP), anunciou nesta sexta-feira (30), durante uma coletiva de imprensa, a ampliação das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) para pacientes com Covid-19. Não há previsão para a inauguração dos leitos.
De acordo com o presidente da fundação, Henrique Prata, 20 leitos serão implantados na Santa Casa de Barretos, enquanto os outros 10 ficarão no Hospital Estadual de Bebedouro. Eles serão custeados pela Fundação Pio XII, ainda segundo Prata.
No entanto, em até dois meses – ou seja, até o fim de junho –, a Fundação Pio XII fechará as 60 vagas de UTI para tratar pacientes com Covid-19 no Hospital Nossa Senhora. Elas representam 77,92% dos 77 leitos disponíveis em toda a cidade.
Morte à espera de UTI
As UTIs colapsaram nas cidades. Em Bebedouro, um homem de 47 anos, Leandro Porto Nischida, morreu na última quinta-feira (29) após aguardar oito dias por um leito de terapia intensiva. Ele ficou intubado por cinco dias na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, ao chegar à UTI, não resistiu.
“Passaram-se muitos dias, aconteceram muitas coisas, o caso foi se agravando e, quando ele conseguiu vaga na UTI, já era tarde, porque o caso dele era gravíssimo. Foram horas e ele acabou morrendo. Nossa luta foi em vão”, diz Jaini Gonçalves Visoná, que era casada com Leandro.
Leandro Porto Nischida, de 47 anos, morreu à espera de UTI em Bebedouro (SP)
Arquivo pessoal
Até esta sexta-feira (30), Ana Paula Biancardi Pretti ainda esperava por um leito de UTI para o marido, internado no Hospital Municipal. “Ele está precisando de uma UTI. Está saturando muito baixo”, diz. “A gente já fez de tudo e não sabe mais o que fazer.”
Família cobra leito de UTI em Bebedouro (SP)
EPTV/Reprodução
A Prefeitura de Bebedouro afirmou que a oferta de UTI é responsabilidade do governo estadual e que a Prefeitura acolhe pacientes no Hospital Municipal ou na UPA até a liberação das vagas. Disse ainda que, para atender estes pacientes, comprou nove respiradores.
O governo de São Paulo, porém, afirmou que seu papel não é criar leitos, mas auxiliar os hospitais a identificarem vagas em outras unidades, por meio da Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (Cross), para que os pacientes sejam atendidos.

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