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Nascimentos em Ribeirão Preto caem 6% no primeiro trimestre de 2021, aponta levantamento

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Em relação ao mesmo período de 2019, queda é ainda maior, de 7,36%, segundo a Secretaria de Saúde. Especialistas dizem que pandemia deixa as mulheres inseguras para gravidez. Nascimentos em Ribeirão Preto caem 6% no primeiro trimestre de 2021, aponta levantamento
O número de nascimentos em Ribeirão Preto (SP) caiu 6% no primeiro trimestre de 2021, quando 1.191 crianças nasceram, ante o mesmo período de 2020, quando 2.087 mulheres deram à luz. Em relação ao primeiro trimestre de 2019, a queda foi de 7,36%, segundo levantamento realizado a partir de dados da Secretaria Municipal de Saúde.
Especialistas apontam que a queda está relacionada à sensação de insegurança que as mulheres têm devido à pandemia de Covid-19. Elas são, afinal, grupo de risco para a doença. Há casais que optam até por congelamento de óvulos, para engravidar após a crise sanitária.
É o caso da produtora cultural Talita Bretas, de 35 anos, que vive na capital paulista. Ela já tinha o desejo congelar óvulos para adiar a gravidez, mas sempre adiava os planos. Com a chegada do novo coronavírus, decidiu tomar atitude e virá a Ribeirão Preto em abril para dar início ao procedimento.
“O congelamento possibilita que você possa adiar, com segurança, os planos de uma gravidez. Não acho propício gravidez agora. Quero me resguardar para, no futuro, ter um filho com segurança”, afirma.
Produtora cultural, Talita Bretas decidiu congelar óvulos para engravidar depois da pandemia em Ribeirão Preto
EPTV/Reprodução
Os planos de Talita é engravidar daqui a três anos. Além da pandemia de Covid-19, ela explica que compromissos e projetos profissionais impulsionaram a decisão de adiar a gravidez. O objetivo é ter uma gravidez tranquila e poder dar atenção à criança.
“Não consigo, neste momento, me ver sendo mãe e passando por uma gestação, então esta tecnologia vai me ajudar a ter mais tranquilidade para engravidar um pouco mais velha”, diz.
O ginecologista Marcos Moura, especialista em reprodução humana, afirma que a procura por congelamento de óvulos e embriões, processo batizado de criopreservação, aumentou cerca de 30% desde o início da pandemia na clínica em que atende.
“Estamos em um momento de grandes incertezas. Existem dúvidas se a mulher pode engravidar com segurança. A mulher não produz óvulos. Ela nasce com eles prontos, e eles vão perdendo a qualidade com o tempo, então, ao guardá-los, ela tem maiores chances de uma gravidez de sucesso”, diz.
Com medo da pandemia, mulheres optam por congelar óvulos e adiar gravidez em Ribeirão Preto
EPTV/Reprodução
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