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Pior fase da pandemia gera queda no faturamento de 44% das indústrias da região de Campinas, diz Ciesp

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Outras 35% companhias mantiveram estabilidade no valor das vendas. Vice-diretor do órgão acredita em melhora em dois meses, com aceleração da vacinação. A sede do Ciesp, em Campinas
Roncon & Graça Comunicações
A fase mais aguda da pandemia de Covid-19 no Brasil, registrada entre março e abril, provocou uma queda de faturamento em pelo menos 44% das indústrias da região de Campinas (SP). De acordo com o levantamento do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp-SP), baseado em uma sondagem feita com 40 empresa associadas, outras 35% companhias mantiveram estabilidade no valor das vendas.
A pesquisa ainda aponta que o volume de produção também foi reduzido em 39% das empresas. O vice-diretor do Ciesp Campinas, José Henrique Toledo Corrêa, afirmou que a queda é reflexo da piora da doença no início de 2021. Ele ainda projetou uma recuperação dos índices a partir de junho, quando a vacinação no país poderá estar mais avançada e a economia deixar de ser impactada com medidas de restrição.
“A gente tem que torcer para que não tenham mais variantes que deixam a situação mais grave e que não atrapalhe a vacinação, mas eu imagino que daqui dois meses a situação deve melhorar”, afirmou o vice-diretor. Veja abaixo outros indicadores da sondagem:
Número de funcionários
22% – Diminuiu
65% – Permaneceu estável
13% – Aumentou
Nível de inadimplência
17% – Diminuiu
66% – Permaneceu inalterado
17% – Aumentou
Lucratividade
55% – Inferior
38% – Estável
7% – Superior
As empresas associadas ao Ciesp-Campinas movimentam média de R$ 41,5 bilhões por ano. Do total de 494 empresas, 84 são multinacionais.
Elas estão distribuídas pelos municípios de Amparo (SP), Artur Nogueira (SP), Campinas (SP), Conchal (SP), Estiva Gerbi (SP), Holambra (SP), Hortolândia (SP), Itapira (SP), Jaguariúna (SP), Mogi Guaçu (SP), Mogi Mirim (SP), Paulínia (SP), Pedreira (SP), Santo Antonio de Posse (SP), Serra Negra (SP), Sumaré (SP) e Valinhos (SP).
Os setores de atuação delas são os de alimentos, bebidas, diversos (itens específicos), elétrico, eletrônico, comunicação, madeira, mecânico, metalúrgico, papel e papelão, prestadores de serviços, produtos de materiais plásticos, produtos minerais não metálicos, químico, têxtil, além de transportes e autopeças, entre outros.
Ciesp-Campinas apresentou números da sondagem industrial nesta quarta
Reprodução
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