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Jovem consegue bolsa em universidade dos EUA que aceita 1% das aplicações após ser rejeitado por 19: ‘Batalhei muito’

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Gabriel Bio Guerra, de 19 anos, se formou neste ano no Ensino Médio Técnico Integrado em Informática no Instituto Federal de São Paulo, Campus de Cubatão. Gabriel se formou no Ensino Médio Técnico e conseguiu vaga em universidade dos EUA
Arquivo Pessoal
Um jovem de Cubatão (SP) conseguiu uma bolsa de estudos em uma universidade dos Estados Unidos que aprova apenas cerca de 1% de aplicações, após ser negado em outras 19 instituições no país. O estudante de 19 anos Gabriel Bio Guerra disse, em entrevista ao G1 nesta quarta-feira (28), que a aprovação foi a realização de um grande sonho, e que a universidade na qual foi aprovado seria a última tentativa este ano.
“Levei 19 rejeições e achei que era o fim da linha, estava perdido. Com o apoio de outros brasileiros que estudam fora, descobri essa oportunidade, e era a última universidade com inscrições abertas. Eu falei ‘é agora ou nunca’, batalhei muito e consegui ser aprovado em uma das mais concorridas”, relembra.
O estudante se formou neste ano no Ensino Médio Técnico Integrado em Informática no Instituto Federal de São Paulo, Campus de Cubatão. Ele foi aprovado na Minerva Schools at KGI, localizada em São Francisco, com bolsa de 85% de desconto. Essa universidade recebeu 25 mil candidatos de 180 países em 2020, mas apenas 200 alunos foram selecionados para ingressar na instituição. Segundo o instituto de Cubatão, a aprovação é de cerca de 1%.
Gabriel conta que a trajetória dele começou muito antes, no primeiro ano do Ensino Médio. Com o sonho de estudar em uma instituição fora do país, o estudante começou a pensar em atividades extracurriculares. Em 2018, desenvolveu um aplicativo de realidade aumentada, junto com professores e colegas, que serve como suporte ao livro do Ensino Médio.
Jovem criou um projeto que possibilitou participação em conferências e vaga em um curso no exterior
Arquivo Pessoal
Com o projeto, a equipe foi aceita em cinco conferências e venceu uma feira de ciências regional na categoria Tecnologia e Inovação. Em 2019, ele conseguiu ser aprovado em um curso realizado na Universidade Northwestern. Com as experiências, ele pode se dedicar a uma vaga nas universidades do exterior, e contou com o apoio de programas e alunos que incentivam e orientam nesse processo.
O primeiro não que o rapaz recebeu foi da própria Northwestern, universidade onde ele realizou o curso. “Foi a primeira decepção em nível grandioso, mas minha família tem um lema que é ‘quando você vem plantando o bem, colhe o bem’. Eu sabia que estava plantando o bem, mas, mesmo assim, duvidei de mim mesmo, me perdi, não sabia o que queria”, conta.
Em seguida, ele recebeu diversas recusas de outras instituições. Dividindo o tempo entre trabalho, estudos e a tarefa de aplicar em universidades do exterior, ele pensava em um ‘plano B’, até descobrir que ainda havia uma instituição em que não tinha aplicado, a Minerva Schools.
A universidade segue um modelo diferente de estudos, e oferece alojamento em sete países. Apesar de a sede ser nos Estados Unidos, durante a graduação, os alunos passam pela Coreia do Sul, Índia, Alemanha, Argentina, Inglaterra e Taiwan. Ele se dedicou com o auxílio de uma pessoa que conhece sobre a aplicação por 15 dias seguidos, e a aprovação foi uma conquista, especialmente pela alta concorrência.
Jovem fala sobre expectativas para estudar em uma universidade concorrida
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“No fim, deu certo. É um alivio, você olha para trás e pensa: ‘batalhei tanto para bater na trave?’. Aos 45 do segundo tempo, eu fui aprovado. Foi difícil, e no fim foi esse sentimento, como se eu tivesse ganhado um título nos acréscimos do segundo tempo”, comemora.
O jovem visa uma dupla graduação, cursando ciências da computação e negócios. Mesmo com a bolsa, ele afirma que entrará em uma startup para conseguir uma maneira de auxiliar nos custos ao morar fora. Ele ainda reitera que todo esse processo é muito elitizado, e que busca ajudar e incentivar estudantes que sonham estudar em outro país ao contar a experiência dele.
As aulas começam no fim de agosto, e até lá, ele vai se dedicar ao trabalho e à preparação para a viagem. O estudante revela que, apesar de sempre ter sonhado em sair do país, quer voltar já com a graduação, para abrir uma empresa e trazer o conhecimento obtido para o Brasil. “Meu plano e meu sonho é poder abrir minha própria empresa na área de tecnologia”, finaliza Gabriel.
VÍDEOS: G1 em 1 Minuto Santos

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