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Homem ouviu ‘vozes’ antes de agredir passageira com golpes de marreta no Metrô em SP, diz BO; vítima morreu e suspeito foi preso

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Luciano Silva, 55 anos, disse aos seguranças ter ouvido Roseli Bispo chamá-lo de ‘mulher ou gay’ e por isso a atacou, segundo BO do caso. Ele alegou usar remédio controlado, mas teve prisão preventiva decretada pela Justiça e responde por assassinato. Auxiliar de limpeza de 46 anos não resistiu a ferimento na cabeça. Testemunhas disseram que aposentado teve surto psicótico. Site SP Sobre Trilhos publicou em seu Twitter foto que mostra passageira ferida dentro de vagão do Metrô em SP; agressor foi detido pelos seguranças
Reprodução/SP Sobre Trilhos
O homem suspeito de matar com golpes de marreta uma passageira dentro de um dos vagões do Metrô de São Paulo, falou aos seguranças que o detiveram que atacou a mulher depois de ouvir ‘vozes’. Agressor e vítima não se conheciam. O crime foi cometido na madrugada de segunda-feira (26) dentro da composição da Linha 1-Azul, quando ela estava na estação Sé, no Centro da capital. As informações estão no boletim de ocorrência do caso, ao qual o G1 teve acesso.
“Ao ser questionado [pelos seguranças do Metrô], o suspeito Luciano Gomes da Silva disse que ‘fazia uso de medicamento controlado e ouviu vozes falando que a vitima dizia que ele seria mulher ou gay'(sic), instante em que agrediu a mesma com a marreta que trazia consigo”, informa trecho do documento feito pela Polícia Civil. O crime é investigado como homicídio pela Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom), na Zona Oeste.
O aposentado Luciano, de 55 anos, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça na terça-feira (27). Até a última atualização desta reportagem, ele continuava “internado no Setor de Emergência do Hospital Central” da Santa Casa de Misericórdia, com escolta policial. Ele ficou ferido após apanhar de outros passageiros que se revoltaram com a situação.

A auxiliar de limpeza Roseli Dias Bispo, 46, não resistiu aos ferimentos na cabeça e morreu horas depois na mesma Santa Casa para onde o seu agressor também foi levado. Mesmo sem ter sido interrogado pela investigação, Luciano foi indiciado indiretamente pelo assassinato da vítima.
Mulher morre depois de ataque a marretadas no metrô
A polícia ainda analisa câmeras de segurança que possam ter gravado o crime dentro do vagão ou o momento que Luciano era espancado pelos passageiros e depois foi detido pelos seguranças do Metrô. Também serão ouvidas testemunhas. O suspeito será interrogado assim que tiver alta médica.
A página SP Sobre Trilhos publicou em seu Twitter duas fotos que mostram Roseli caída dentro do vagão. Ela aparece deitada e sangrando, enquanto é observada por dois seguranças e uma outra pessoa (veja fotos acima e abaixo).
De acordo com funcionários ouvidos pelo G1, Luciano teria tido um surto psicótico e atacado Roseli. O homem estava armado com uma marreta e uma faca, segundo as testemunhas, que relataram ter ouvido gritaria e visto correria entre os passageiros. Os objetos foram apreendidos.
Segundo testemunhas, o aposentado atacou a auxiliar de surpresa, quando ela estava sentada num dos bancos do vagão.
“Uma das testemunhas contou que o aposentado estava em pé e de repente, armado com uma marreta, foi para cima da vítima, que estava sentada”, informa trecho da nota da Secretaria da Segurança Pública (SSP) sobre o caso.
O que diz o Metrô
Metrô de São Paulo divulgou em seu Twitter oficial que um homem agrediu uma passageira dentro do vagão
Reprodução/Metrô de São Paulo
O crime ocorreu entre 5h07 e 5h16, segundo o Metrô. Durante esse período, a circulação da composição, que iria da Sé ao Tucuruvi, foi interrompida para que a passageira fosse atendida. A Linha 1-Azul compreende o trecho definido pelas estações Tucuruvi e Jabaquara.
Nesta terça-feira (27), o Metrô enviou nota ao G1 para lamentar o ocorrido.
“O Metrô repudia qualquer ato de violência e pede aos passageiros que denunciem ações inadequadas e comportamentos suspeitos a um funcionário ou pelo SMS-Denuncia (11 97333-2252) ou pelo aplicativo METRÔ CONECTA. O SMS-Denuncia e o aplicativo METRÔ CONECTA garantem total anonimato aos denunciantes”, informa trecho do comunicado.
SP Sobre Trilhos divulgou em sua conta no Twitter fotos da vítima ferida em Metrô de São Paulo
Reprodução/SP Sobre Trilhos
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