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Estudo do Adolfo Lutz diz que variante brasileira corresponde a 90% dos casos de coronavírus no estado de SP

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O estudo analisou 1.439 sequências genéticas, que identificaram 21 linhagens diferentes do coronavírus no estado, com presença predominante da P.1, a variante brasileira, de Manaus, na maioria dos casos. Em janeiro, a P.1 representava apenas 20% dos sequenciamentos, subindo para 40% em fevereiro correspondia e 80% em março. Variante do coronavírus identificada em Manaus, AM, é mais agressiva ao organismo humano
Reprodução/EPTV
O Instituto Adolfo Lutz concluiu nesta terça-feira (27) um estudo que identifica o panorama das variantes do novo coronavírus em todas as regiões do estado e concluiu que a prevalência da P.1, conhecida como a variante brasileira, de Manaus, corresponde a 90% de todas as amostras do coronavírus analisadas pelo instituto.
Segundo o estudo, foram avaliadas 1.439 sequências genéticas pelo Lutz e por outras instituições de referência, que identificaram 21 linhagens diferentes em São Paulo.
A P.1 é considerada pelas autoridades sanitárias uma “variante de atenção” devido à possibilidade de maior transmissibilidade ou gravidade da infecção, segundo o Adolfo Lutz.
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O estudo também mostra como a variante foi se tornando predominante no estado com o passar dos meses de 2021. Em janeiro, a P.1 representava 20% dos sequenciamentos, sendo que em fevereiro correspondia a 40% e em março, 80%.
Segundo o governo de SP, a variante P.1 está presente nos 17 Departamentos Regionais de Saúde (DRS) do estado, sendo predominante em 15 regiões, com exceção de São José do Rio Preto e de Presidente Prudente onde a P.2 é mais evidente.
“O aumento dos casos, internações e óbitos que identificamos especialmente no primeiro trimestre deste ano pode estar relacionado à maior circulação desta variante de atenção. Nossas equipes seguem analisando em múltiplas frentes este vírus, contribuindo com a Ciência e com as ações de combate à COVID-19”, explica a coordenadora de Controle de Doenças, Regiane de Paula.
Nova variante do coronavírus, que circula em Manaus, é investigada em SP.
Getty Images via BBC
Variantes de 2020
Até outubro do ano passado, a variante B.1.1.28 predominava e chegou a ultrapassar 90% das sequências. Havia também a B.1.1.33 que chegou a alcançar 30% das amostras. Ambas sofreram mutações e deram origem a duas novas variantes, respectivamente: a P.2 e a N.9, que surgiram no último bimestre de 2020, segundo as informações do governo paulista.
Em novembro, a variante inglesa B.1.1.7 passou a circular no Estado e, a partir de dezembro, a P.1 (derivada da B.1.1.28).
O Instituto Adolfo Lutz diz que a variante B.1.1.7 está em 12 regiões do estado, com maior predominância em Campinas e Taubaté – de 12,33% e 21,05%, respectivamente. Não há registros em São João da Boa Vista, Bauru, Presidente Prudente, São José do Rio Preto e Marília, segundo a entidade.
“O sequenciamento genético não deve ser confundido com diagnóstico de COVID-19, até porque não se trata de uma análise individualizada do paciente. Ele também não muda as orientações e hábitos de prevenção, nem mesmo a assistência médica, que considera sempre o quadro clínico do paciente. Identificar as novas linhagens de um vírus é um instrumento epidemiológico que contribui para ações de saúde pública ao permitir que identifiquemos como o vírus se comporta no espaço e tempo”, diz o diretor do Centro de Respostas Rápidas do Instituto Adolfo Lutz, Adriano Abbud.
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“O sequenciamento genético não deve ser confundido com diagnóstico de COVID-19, até porque não se trata de uma análise individualizada do paciente. Ele também não muda as orientações e hábitos de prevenção, nem mesmo a assistência médica, que considera sempre o quadro clínico do paciente. Identificar as novas linhagens de um vírus é um instrumento epidemiológico que contribui para ações de saúde pública ao permitir que identifiquemos como o vírus se comporta no espaço e tempo”, diz , diretor do Centro de Respostas Rápidas do Instituto Adolfo Lutz.

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