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Doses acabam e Vinhedo suspende aplicação da 2ª dose da CoronaVac

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Segundo a prefeitura, lote recebido para atender idosos com retorno agendado até o dia 2 de maio acabou nesta terça-feira (27). Vacinação com a CoronaVac
Reprodução/EPTV
A Prefeitura de Vinhedo (SP) informou que as doses da CoronaVac recebidas pela Secretaria de Saúde para aplicação da 2ª dose em idosos com retorno marcado entre os dias 26 de abril e 2 de maio se esgotaram nesta terça-feira (27). Com isso, a vacinação desse grupo e também a aplicação de 1ª dose aos moradores com mais de 64 anos está suspensa a partir desta quarta-feira (28).
Em nota, a prefeitura destaca que a vacinação com a CoronaVac será retomada assim que um novo lote de vacinas for entregue pelo governo estadual. Há doses do imunizante da Astrazeneca na cidade, que continuam sendo aplicados para quem tem retorno da 2ª dose marcado.
“A vacinação contra coronavírus é feita pelo município seguindo determinações do governo estadual, que envia os lotes da vacina com o número de doses contadas para serem obrigatoriamente aplicadas nos públicos pré-definidos. O município não pode usar vacinas destinadas a um grupo para imunizar pessoas que não fazem parte desse grupo”, ressalta o texto.
Número de doses na ampola
Segundo a administração, a Secretaria de Saúde tem apresentado queixa técnica à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ao Centro de Vigilância Sanitária do estado informando que “a maioria dos frascos de vacinas CoronaVac enviados à cidade contêm 8 ou 9 doses.”
Por meio de nota, o Instituto Butantan defende que cada frasco da CoronaVac é envasado com 5,7ml, suficiente para 10 doses por ampola, e que todas as notificações recebidas pelo instituto até o momento com relatos de rendimento menor foram investigadas e identificou-se “prática incorreta na extração das doses nos serviços de vacinação.”
Veja a nota na íntegra:
“O Instituto Butantan informa que cada frasco da vacina contra o novo coronavírus contém nominalmente 10 doses de 0,5 ml cada, totalizando 5 ml, e adicionalmente ainda é envasado conteúdo extra, chegando a 5,7 ml por ampola.
Esse volume, devidamente aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), é suficiente para a extração das dez doses. É importante que os profissionais de saúde estejam capacitados para aspiração correta de cada frasco-ampola, além de usar seringas e agulhas adequadas, para não haver desperdício.
Todas as notificações recebidas pelo instituto até o momento relatando suposto rendimento menor das ampolas foram devidamente investigadas, e identificou-se, em todos os casos, prática incorreta na extração das doses nos serviços de vacinação. Portanto, não se trata de falha nos processos de produção ou liberação dos lotes pelo Butantan.
O Butantan realizou por meio de seus canais de comunicação informes técnicos no sentido de orientar os profissionais da saúde a usar as doses extras. Reforçamos que todas as investigações pertinentes foram feitas e todos os controles realizados nos lotes liberados foram avaliados. A conclusão encontrada, e já dividida com a Vigilância Sanitária, é que não se trata de falha nos processos de produção ou liberação dos lotes por parte do Instituto Butantan. Na verdade, trata-se de uma prática incorreta no momento do uso das doses.
É essencial que tais profissionais sigam as orientações e práticas adequadas, no intuito de evitar perdas durante a aspiração da vacina. Seringas de volumes superiores (ex: 3ml, 5ml), podem gerar dificuldades técnicas para visualizar o volume aspirado, uma vez que podem não possuir as graduações necessárias. Outro fator decisivo é a posição correta do frasco e da seringa no momento da aspiração
O Instituto Butantan vem atuando juntamente aos gestores envolvidos na campanha de vacinação no intuito de orientar cada vez mais os profissionais responsáveis pelas aplicações das doses”.
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