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Variante do coronavírus de Manaus é a mais predominante na região de Piracicaba, aponta estudo do Instituto Adolfo Lutz

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Linhagem foi encontrada em 56,7% das amostras analisadas, enquanto a P.2, encontrada pela primeira vez no Rio de Janeiro, é a segunda mais recorrente, com 21,6%. Profissional realiza teste no Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo
Reprodução/TV Globo
A variante P.1 do coronavírus, identificada pela primeira vez em Manaus e considerada a mais contagiosa, é a mais predominante na área de abrangência do Departamento Regional de Saúde (DRS) de Piracicaba (SP), que engloba 26 cidades.
É o que mostra um estudo do Instituto Adolfo Lutz (IAL) a partir da análise de material biológico de pessoas infectadas pelo vírus nessas localidades, atualizado nesta terça-feira (27).
De acordo com o levantamento, a cepa foi identificada em 56,76% das amostras, enquanto a segunda mais recorrente é a P.2, que também é uma variante e foi identificada pela primeira vez no Rio de Janeiro. Ela foi encontrada em 21,62% dos pacientes.
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Já a linhagem B.1.1.28, uma das quais deu origem à pandemia no Brasil, surgindo provavelmente em fevereiro de 2020 no país, de acordo com a Fiocruz, foi encontrada em 16,22% das amostras.
As mais baixas recorrências identificadas na região foram a B.1.1.7, surgida no Reino Unido, e a N.9, localizada pela primeira vez em São Paulo, cada uma com notificação em 2,7% dos casos analisados.
Rastreamentos por cidade
Prefeituras da região já haviam confirmado a presença de variantes, conforme amostras enviadas ao IAL e para a Universidade de São Paulo (USP).
Em Limeira (SP), a P.1 foi identificada em dois homens, de 23 e 49 anos, e a P.2 em duas mulheres, de 67 e 79, todos recuperados, conforme dados encaminhados pelo instituto à administração municipal.
Em Capivari (SP), foi identificada a presença da P2, em amostras de uma mulher de 84 anos que morreu e outra, de 63, que já está recuperada, de acordo com a prefeitura.
Já a Prefeitura de Cordeirópolis (SP) informou a confirmação de infecção por três variantes do coronavírus no município. O diagnóstico foi feito por meio de um estudo da USP de Pirassununga (SP), segundo a administração.
O laboratório analisou 20 amostras entre os dias 25 e 26 de março, sendo cinco delas de Cordeirópolis. Foram encontradas as variantes P1, P2 e B1.1.28, todas de origem brasileira. Segundo a administração cordeiropolense, os pacientes não foram identificados, uma vez que as amostras foram colhidas aleatoriamente.
Metodologia
São consideradas para o panorama todas as sequências com qualidade mínima para análise, de acordo com o Instituto Adolfo Lutz.
Segundo o relatório, a confirmação se dá, atualmente, por meio do sequenciamento genético aliado ao trabalho de vigilância epidemiológica para investigação dos casos, como aspectos clínicos, históricos de viagens e rastreamento de contatos.
“Os Grupos de Vigilância Epidemiológica, em conjunto com os Laboratórios Regionais do Instituto Adolfo Lutz, vêm selecionando amostras positivas com relevância clínico epidemiológica e representatividade estatística”, explica o instituto.
Segundo o órgão, a investigação contribui para as estratégias de vigilância e para a tomada de medidas mais assertivas pelo poder público.
Já foram realizados estudos com 1.439 sequencias realizadas, tanto pelo IAL, como por outras instituições.
VÍDEOS: Veja reportagens sobre o cenário de pandemia na região
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