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Número de transplantes no estado de SP cai 17% no 1º trimestre de 2021

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Segundo a Central de Transplantes de SP, no primeiro trimestre do ano o estado realizou 1.695 transplantes. São 359 procedimentos a menos do que no mesmo período do ano passado. Atualmente, 17.633 pacientes de SP aguardando na fila por um transplante. Policiais militares usam helicóptero para transferência de órgão para transplante de coração em Rio Preto, interior de SP.
HCM/Divulgação
Nos três primeiros meses de 2021, o estado de São Paulo registrou queda de 17% no número de transplantes de órgãos e tecidos, segundo a Central de Transplantes de SP. Foram registrados 1.695 procedimentos, contra 2.054 no mesmo período de 2020.
O coordenador da entidade, Francisco Salomão, explica que essa alta se dá por conta da Covid-19.
“No primeiro trimestre do ano passado, a pandemia ainda não repercutia no campo da transplantação”, explica ele.
Atualmente, 17.633 pacientes aguardando na fila por um transplante. Entre janeiro e abril deste ano, aumentou em 12% o número de pessoas aguardando pelo transplante de córnea, e em 13% o número de pessoas aguardando por um pulmão.
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“Entre março e setembro de 2020, tivemos seis meses de cirurgias eletivas de córnea suspensas. Por isso o número de pacientes aguardando córnea ainda está acumulado”, afirma o coordenador da Central de Transplantes.
Salomão explica que, no caso do pulmão, o aproveitamento do órgão de doadores falecidos é menor que 3%. “O alvo do coronavírus é o trato respiratório. Além disso, as equipes estão mais criteriosas em realizar essa modalidade de transplante. O paciente que precisa do transplante de pulmão está em casa. As equipes vão ponderar se vale a pena levar esse pessoa até o hospital nas atuais condições, e realizar esse transplante”, diz ele.
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Em nota, a Secretaria de Saúde de SP afirma que medidas de segurança e novos protocolos foram adotados com a pandemia. E que, conforme diretrizes do SUS, pessoas com diagnóstico de covid-19 com menos de 28 dias de regressão completa dos sintomas não podem ser doadores de órgãos.
Segundo a Central de Transplantes, em 2020, cerca de 7% de potenciais doadores não puderam fazer a doação de órgãos por conta da pandemia da Covid-19.
A Secretaria também explica que, para ser um doador de órgãos, basta comunicar a família sobre o desejo. No caso de falecidos, a autorização deve ser concedida por familiares com até 2º grau de parentesco. A Central de Transplantes reforça a orientação de que haja diálogo entre as famílias sobre o desejo de ser ou não doador de órgãos, pois isso facilita a tomada de decisão.
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