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Grande SP completa uma semana com taxa de ocupação de leitos de UTI abaixo de 80%

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Taxas menores de 80% não eram verificadas desde março, quando o sistema de saúde estava em colapso no estado e mais de 500 pessoas morreram na fila por um leito. A Grande São Paulo completou uma semana com taxa de ocupação de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes com Covid-19 abaixo de 80%. O valor é de 79% nesta segunda-feira (26).
Índice menor que 80% não eram verificado na região desde março, quando o sistema de saúde estava em colapso com taxas que chegaram a superar 90%. Mais de 500 pessoas morreram na fila à espera de uma vaga por leito no estado.
Apesar do alívio da pressão nos hospitais nos últimos dias, especialistas alertam que os indicadores da epidemia ainda estão em patamares muito elevados.
“Claramente há uma diminuição na sobrecarga do sistema. Entretanto, quando falamos de 80% de taxa de ocupação de UTIs, é importante entender que isso é por conta do enorme aumento do número de leitos. Todos os outros indicadores: taxa de mortalidade, número de internações, estão em patamares muito altos para que a gente assuma que a situação esta sob controle”, afirma Ederlon Rezende, chefe da UTI de adultos do Hospital do Servidor Estadual.
Após meses de aumento, a média de novas novas internações diárias apresentou leve queda de 6% na semana epidemiológica encerrada no sábado (24), em comparação com a semana anterior.
No entanto, o número total de pacientes internados em toda a rede permanece alto em 22.682, sendo 12.004 em enfermaria e 10.678 em UTI. No pior momento da epidemia em 2020, o total de internados era de aproximadamente 15 mil.
O número de mortes por Covid-19 no estado de São Paulo corresponde a 32% do total de pacientes que estiveram internados por conta da doença e tiveram alta.
Paciente em leito de UTI em São Paulo, em foto de 14 de abril.
REUTERS
Mortes por Covid-19
O estado de São Paulo também registrou queda na média diária de novas mortes por Covid-19 pela primeira vez desde janeiro. No entanto, os valores diários de novas mortes continuam em patamar muito elevado, bem acima do que havia sido registrado em 2020.
No domingo (25), a média móvel de mortes pela doença era de 620 por dia, valor 27% menor do que o registrado há 14 dias. Especialistas indicam tendência de queda na epidemia quando há variações maiores do que 15%.
A tendência de queda também já havia sido observada na quinta-feira (22), quando a média móvel de óbitos diários foi de 611, valor 18% menor do que o verificado há 14 dias. Antes disso, a última vez que o estado havia registrado queda na média móvel havia sido em 5 de janeiro.
O patamar de mais de 600 mortes diárias em média ainda é mais que o dobro do registrado no pior momento da epidemia em 2020, quando os registros não passavam de 280 por dia em média.
Mesmo antes de terminar, o mês de abril já se tornou o mês mais letal de toda a pandemia no estado, superando o recorde anterior, de março de 2021.
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