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Ex-atleta emagrece mais de 80 kg por conta da pandemia e mudança impressiona

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Com 35 anos, o homem chegou a pesar 196 kg. A mudança ocorreu depois que ele decidiu voltar a trabalhar como educador físico. Lenin com 196kg em 2019 (foto da esquerda) e, em janeiro de 2021, com 109kg
Arquivo pessoal/Lenin Araújo
Um ex-atleta e preparador físico de Praia Grande, no litoral de São Paulo, perdeu mais de 80 quilos durante a quarentena provocada por conta do coronavírus. Lenin Araújo, de 35 anos, chegou a pesar 196 quilos, mas decidiu adaptar a alimentação e adotou exercícios físicos para voltar a ter uma qualidade de vida que inexistia nos últimos anos.
Araújo foi atleta por 12 anos e fazia lançamento de martelo. Ele acabou engordando, até chegar a quase 200 kg em 2019. Diante disso, e também por querer voltar a trabalhar como educador físico, ele começou a mudança. “Eu mal conseguia andar, não fazia nada. Decidi mudar porque estava difícil respirar, dormir, tudo. Quanto mais tentava fazer alguma coisa, mais difícil ficava”, explica.
Ele relata que o processo foi difícil e exigiu muita força de vontade, e, sobretudo, disciplina. “Fazia academia, mas não tinha disciplina. Tanto que eu ia correr na esteira, conseguia ficar por 5 ou 10 minutos, no máximo, e bem devagar”, conta. O processo de virada, segundo Lenin, foi um programa de emagrecimento que ele entrou, no qual são promovidas palestras sobre alimentação.
“Nesse processo, acabei entendendo a alimentação”, diz ele. Com isso, durante a primeira fase de seu emagrecimento, que durou entre maio de 2019 e fevereiro de 2020, ele conseguiu perder cerca de 30 kg. Com a chegada do coronavírus ao Brasil e a implementação do isolamento social, ele começou a fazer exercícios na rua, já que as academias estavam fechadas.
Professor de educação física não conseguia dormir ou respirar direito, devido ao peso
Arquivo pessoal/Lenin Araújo
“Lembro que ouvi bem no começo da pandemia: ‘Se você perde de uma batata frita, você vai ganhar de quem?’. Foi isso que me motivou, me deu um estalo. Comecei a caminhar e depois correr um pouco. Hoje em dia eu consigo correr bem, até 17 km”, afirma Lenin.
Para ele, a alimentação foi uma das partes mais difíceis de todo o processo, pois comia muitos produtos processados, além de muita fritura. Verduras e legumes mal passavam pelo prato dele. “Eu comia muita fritura, muito lanche e pão. Para quem comia três lanches, besteira e refrigerante o dia todo, e do nada cortar, claro que não de uma vez, e ir parando aos poucos, foi difícil. Falavam até para eu desistir, porque era difícil emagrecer”, relata o educador.
Lenin afirma que o suporte psicológico o ajudou bastante durante o processo de emagrecimento, principalmente para manter o foco em seu objetivo. Atualmente, ele compartilha sua evolução nas redes sociais e tenta incentivar as pessoas a terem hábitos mais saudáveis.
Lenin chegou a marca de 112 kg e afirma que, atualmente, tem qualidade de vida
Arquivo pessoal/Lenin Araújo
“Hoje em dia eu me sinto uma pessoa muito feliz e realizada. Acreditava que tinha potencial para vencer na raça, com vontade, disciplina e consistência. Esse foi um dos grandes legados que aprendi e quero levar pela frente. Acredito muito que posso influenciar pessoas, alguns falam que a minha história é motivação para eles e que começaram a treinar por causa de mim”, conta.
Por fim, ele frisa sobre a importância de passar por esse processo com a orientação de profissionais capacitados e ter paciência para chegar ao objetivo desejado. “É um processo longo, tenha paciência, e não se abale com críticas e nem se empolgue com elogios. Faça por você e dê sempre o seu melhor todos os dias”, finaliza.

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