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Em quatro meses, Vale do Paraíba tem 40% mais mortes por Covid que todo o ano de 2020

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De janeiro até o dia 25 de abril, a região registrou 2,3 mil mortes – número é 40% maior que ano anterior quando foram 1,6 mil óbitos. Nos primeiros quatro meses do ano o Vale do Paraíba mais que superou o número de mortes por Covid-19 registrado em todo o ano de 2020. De janeiro até o dia 25 de abril, a região registrou 2,3 mil mortes. O número 40% maior que ano anterior quando foram registrados 1,6 mil óbitos.
A região vem batendo recorde de letalidade. Desde janeiro os números vêm sendo superados mês a mês, tornando 2021 em poucos meses o ano o mais letal desde o início da pandemia. O avanço era previsto por especialistas que apontavam o afrouxamento das regras de isolamento do fim do ano.
De acordo com o levantamento feito pelo G1 com as prefeituras diariamente, foram 2.352 mortes de janeiro até este domingo (25), contra 1.679 de março a dezembro de 2020. O número mostra um novo recorde. Em 26 dias, abril já é o mês mais letal de toda a pandemia com 738 óbitos confirmados pela doença.
São José dos Campos é a cidade com maior número de óbitos. No município, são 1,1 mil pessoas vítimas da doença. Seguida por Taubaté, com 469 mortes. Nem mesmo as cidades com menos de 10 mil habitantes, que antes se mantinham isoladas do vírus, foram poupadas.
Município como Areias, Arapeí, Canas, Areias, Jambeiro, Lagoinha, Lavrinhas, Monteiro Lobato e Natividade da Serra tem registro de óbitos.
Por trás dos números, histórias e rostos
Os números mostram o avanço de uma doença letal, mas por trás deles, existem rostos. Mães, pais, filhos e amigos que perderam a vida para a Covid-19.
Durante a pandemia, a cobertura do G1 vem contando essas histórias. Entre elas:
A de Júnior Gonzaga, 44 anos, e Maria Teresa Claudino, 72 anos. Mãe e filho de Taubaté que morreram vítima da Covid-19 com um dia de diferença. Os dois estavam internados.
Histórias como a de Vanessa Oliveira, 33 anos, de São José dos Campos. Ela esperava a terceira filha, quando foi infectada, não resistiu e morreu. Ela foi submetida a uma cesariana inconsciente e morreu cinco dias depois sem conhecer o rosto da filha e sem se despedir do marido.
Carla Prado, 30 anos, era professora da rede estadual de São José dos Campos. Ela se preparava para comemorar o aniversário de um ano do filho, quando morreu vítima da Covid-19. Além do bebê, ela deixou outros dois filhos.
A perda de Nhô Frade, um dos criadores do grupo Paranga, nome tradicional do carnaval de São Luiz do Paraitinga, que deixou uma lacuna na cultura de forma precoce, vítima da doença.
Os professore Tadeu Machado, 42 anos, e Maria Teresa Couto, 32 anos, que deixaram as salas de aula vazias depois de não resistirem a luta contra a Covid-19.
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Arquivo Pessoal
Sistema de saúde
Como previam especialistas, o aumento na contaminação, somada à pressão no sistema de saúde traria mais óbitos. Em janeiro, o responsável pelo estudo da Unesp que acompanha a evolução da doença no estado de São Paulo alertou para a crescente na curva de casos e suas consequências.
Dados do Ministério da Saúde apontam que 25,5% dos pacientes internados com Covid-19 desde o início de 2021 morreram nos hospitais do Vale do Paraíba e região bragantina. O levantamento foi feito pelo G1 com base nos registros de internação do Sistema Único de Saúde (SUS), que mostra que dos 5,5 mil internados com diagnóstico confirmado da doença, 1,4 mil morreram.
Atualmente, segundo dados divulgado pelo Codivap, associação de prefeitos do Vale, 12 hospitais na região não têm mais leitos de UTI para novas internações, batendo 100% da capacidade. Com isso, os pacientes precisam ser transferidos para outras cidades, mas a situação também é crítica. Na média geral, a ocupação na região é de 81%.
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