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Comerciantes dizem que obras paradas causam prejuízos em Ribeirão Preto, SP, e cobram agilidade

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Avenidas Mogiana, Saudade, Thomaz Alberto Whatelly, Presidente Vargas e Independência têm desvios por causa de viadutos, corredores de ônibus e túnel. Prefeitura admite lentidão, mas diz que segue cronograma. Comerciantes e empresários reclamam de lentidão nas obras de mobilidade em Ribeirão Preto
Comerciantes e moradores afirmam que obras de mobilidade estão paradas em Ribeirão Preto (SP). Lojistas reclamam dos transtornos causados pela lentidão dos trabalhos, uma vez que vários trechos estão interditados e consumidores preferem comprar em outros estabelecimentos por causa da facilidade de acesso.
O secretário de Obras Públicas, Pedro Luiz Pegoraro, admite uma desaceleração, mas diz que o andamento está dentro do prazo.
No encontro das avenidas Nove de Julho e Presidente Vargas, a construção de um túnel mudou a rotina de quem vive e de quem trabalha perto do cruzamento.
O comerciante Adão Beltrano afirma que perdeu clientes em razão da acesso ao estabelecimento dele.
“Os clientes têm muita dificuldade de acessar o local porque como vocês podem ver, está tudo fechado. É comum a gente ter casos de a pessoa até ligar aqui e falar que não conseguiu ir e voltou, foi embora. Eu estou pensando em me mudar.”
Construção de túnel na zona Sul está parada em Ribeirão Preto, SP
Reprodução/EPTV
Parte do pacote de mobilidade urbana do município, a obra teve início em julho do ano passado e tem 18 meses para ser concluída. Até agora, 13% dos serviços foram executados.
Na rotatória das avenidas Independência e Professor João Fiúsa, onde um corredor de ônibus está sendo instalado, estão concluídos 15% do projeto.
Na zona Norte, a construção de dois viadutos mudou o caminho de quem passa perto do Aeroporto Leite Lopes, pela Avenida Thomaz Alberto Whately, e da Avenida Mogiana.
Na zona Norte, dois viadutos são construídos na região da Avenida Brasil em Ribeirão Preto, SP
Reprodução/EPTV
A Avenida Brasil, importante corredor comercial, é a via mais afetada pelas obras, com dois viadutos próximos. O projeto que interliga a via com a Avenida Saudade tem orçamento de R$ 19,8 milhões e o prazo de conclusão era janeiro de 2021.
O comerciante Márcio Sestari, que é dono de um depósito de gás na região, é a favor das obras, mas diz que a agilidade é importante para evitar transtornos e prejuízos.
“Tem alguns clientes que estão se perdendo por causa dos desvios e voltando. A nossa venda caiu em torno de 40% a 50% entre as pessoas que vinham retirar. No futuro, [o viaduto] vai ser muito benéfico para todos nós, porém, com essa obra parada, nós gastamos muito. Por exemplo: tem muito buraco nos desvios, e isso quebra mola, fura pneu, aumentou o custo.”
O empresário Gustavo Rivoiro estima queda de até 90% nas vendas. “A maioria dos clientes não tem acesso e falta sinalização, os clientes ficam tudo perdidos.”
O advogado Jorge Sanches afirma que obras públicas não podem ficar tão lentas a ponto de atrapalhar as pessoas.
“Cabe ao Executivo fiscalizar o bom andamento e o bom cumprimento do contrato. Nesse caso, a Secretaria de Obras tem que notificar a empresa para fazê-la cumprir o cronograma. Uma obra atrasada prejudica a sociedade civil, a mobilidade urbana, os comerciantes ao redor, a todos”, afirma.
Obras de viadutos na zona Norte está parados em Ribeirão Preto, SP
Reprodução/EPTV
O que diz a Prefeitura
Segundo o secretário de Obras Públicas, afirma que houve atrasos no cronograma, como na Avenida Mogiana, por causa de desapropriações que tiveram que ser feitas.
Ainda segundo ele, a empresa responsável pela execução pediu uma revisão de orçamento após aumento no preço de materiais.
“A empresa entrou com um pedido junto a prefeitura de um reequilíbrio econômico financeiro, em razão da alta do aço que nós temos no país. Essas obras são basicamente aço e concreto. Durante a execução, esses materiais tiveram aumento de mais de 50%, isso realmente é um desequilíbrio financeiro”, explica.
Comerciantes e consumidores reclamam que obras paradas aumentam transtornos e prejuízos em Ribeirão Preto, SP
Reprodução/EPTV
Pegoraro afirma que pedidos como esse estão previstos em contrato, e que a Prefeitura analisa a solicitação. “Essa tratativas estão sendo feitas até o final desse mês.”
O secretário diz que melhorias nos desvios estão sendo analisadas e que eventuais atrasos na entrega das obras devem ser curtos porque elas já estão adiantadas.
“O que tem daqui para frente, principalmente nessa obra aqui [Mogiana], é muito rápido de acontecer. A parte mais significativa já foi feita, que é o viaduto, que está pronto.”
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