Covid-19 aumenta em 150% demanda por suporte domiciliar de oxigênio em Campinas

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Secretaria de Saúde atende 700 pacientes que precisam de oxigenoterapia e recebe cerca de 50 novos pedidos por mês. Tratamento é usado também por pacientes que se recuperam de AVC, pneumonia e câncer. Programa de oxigenioterapia tem aumento de 150% em Campinas
Os pedidos mensais por suporte domiciliar de oxigênio, a oxigenoterapia, subiram 150% em Campinas (SP) desde o início da pandemia. Atualmente, a Secretaria Municipal de Saúde atende 700 pacientes e recebe cerca de 50 novos pedidos por mês, número que era de 20 antes do novo coronavírus.
O tratamento é feito por meio do Programa de Oxigenoterapia Domiciliar (POD), no qual a secretaria municipal fornece suporte de oxigênio para pessoas com dificuldade de respiratória. Além da Covid-19, pacientes que sofreram Acidente Vascular Cerebral (AVC), pneumonia, câncer ou problemas neurológicos são assistidos pela terapia.
A oxigenoterapia ocorre por meio de quatro aparelhos: concentrador de oxigênio, equipamento ligado à tomada que concentra o oxigênio e transfere para pacientes pelo nariz, ventilador mecânico, bipap e cipap, que são compressores de ar utilizados normalmente para tratar a apneia do sono e doenças pulmonares.
Os pacientes da oxigenoterapia também são acompanhados por profissionais de saúde, que fazem visitas e auxiliam na recuperação. É o caso da professora aposentada Mercedes Tortelli, que ficou três meses na UTI após pegar a Covid-19 e, depois, precisou manter o tratamento domiciliar.
Concentrador de oxigênio usado na casa da moradora de Campinas Mercedes Tortelli, que se recuperou da Covid-19
Reprodução/EPTV
“A gente está tendo a visita semanal de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas que estão nos ajudando muito com relação à fisioterapia respiratória e muscular. Eles vêm desempenhando um papel fundamental para a recuperação da minha mãe”, explica a engenheira civil Alessandra Ribeiro.
Além da necessidade de manter a assistência de pessoas curadas da Covid-19, mas que continuam com sequelas respiratórias, o POD é utilizado também para dar alta a pacientes em fase final de tratamento e que podem ir para casa com um aparelho.
Com isso, há a liberação de leitos para pacientes com quadro de saúde mais agravado, segundo a prefeitura.
‘Explosão’ de casos pode impactar
Apesar do aumento na procura, a secretaria afirma que tem estoque de cerca de 180 aparelhos, o que é suficiente para demanda atual. No entanto, uma nova alta expressiva de casos pode zerar a oferta.
“Se nós mantivermos o ritmo atual, a gente consegue atender. O que não pode acontecer é uma outra explosão de casos. Se tiver uma explosão de casos novamente de fato vai complicar o atendimento para todos esses doentes”, ressalta o coordenador do serviço de atendimento domiciliar, Bruno Andrade Pagung.
“As empresas que fornecem os aparelhos também não estão tendo de sobra para fornecer a mais caso seja necessário. Então as medidas de isolamento, de uso de máscara são fundamentais”.
Oxigênio 24 horas por dia
Após 64 dias de internação por Covid-19, idosa de Campinas recebe oxigenoterapia 24 horas por dia
Reprodução/EPTV
Após 64 dias internada com Covid-19, 33 deles em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), uma idosa moradora de Campinas teve alta com a indicação de oxigenoterapia. As sequelas respiratórias exigem que a paciente use o aparelho 24 horas por dia.
“Ela teve alta, mas devido à sequela do Covid ela precisa do oxigênio em casa por 24 horas”, afirma a filha, Daniela Santos.
A técnica de enfermagem Nelma Santos, cunhada da idosa, explica que uma equipe do POD foi à casa da família para verificar as condições para instalação do equipamento. Como o oxigênio mantém a combustão do fogo, o imóvel precisa ter boa rede elétrica.
“Eles veem tudo, o local que a pessoa vai ficar, a instalação… Eu acredito que até que eles veem as condições para cuidar do paciente”, explicou.
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