Serrana, SP, aplica 2ª dose da vacina em último grupo de voluntários de estudo do Butantan

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Etapa final da vacinação em massa vai imunizar 8,3 mil moradores até domingo (11). Resultados de estudo clínico sobre eficácia da CoronaVac em uma população inteira saem em maio. Voluntária de estudo do Butantan em Serrana, SP, recebe dose da vacina
Instituto Butantan/Divulgação
Voluntários do grupo azul começam, nesta quarta-feira (7), a receber a segunda dose da vacina contra a Covid-19, em Serrana (SP). Ao todo, 8.329 moradores serão os últimos a serem vacinados pelo Projeto S – estudo clínico inédito realizado pelo Instituto Butantan, que analisa a eficácia da CoronaVac contra a transmissão do coronavírus em uma população inteira.
“As equipes estão todas preparadas para atendimento. O que a gente espera da população é que eles não percam essa oportunidade de fazer a segunda dose, pensando que é a última fase e outra oportunidade talvez a gente não tenha, de um projeto desse tamanho”, diz a chefe da Vigilância Epidemiológica, Glenda Renata de Moraes.
Distante 315 quilômetros de São Paulo, o município tem 45.644 habitantes, dos quais 30 mil estavam aptos a receber o imunizante.
Até esta quarta-feira, com a aplicação em massa nos grupos amarelo, verde e cinza já encerrada, Serrana havia vacinado 66% do público-alvo com a segunda dose, o equivalente a 18,5 mil. No total, 28,3 mil moradores foram cadastrados em fevereiro, quando a pesquisa teve início.
Grupo verde: 6.763 voluntários (1ª dose) / 6.350 voluntários (2ª dose)
Grupo amarelo: 6.470 voluntários (1ª dose) / 6.045 voluntários (2ª dose)
Grupo cinza: 6.049 voluntários (1ª dose) / 5.575 voluntários (2ª dose)
Grupo azul: 8.329 voluntários (1ª dose)
Os voluntários do grupo azul têm até domingo (11) para procurar um dos postos credenciados. Antes do reforço vacinal, apenas as mulheres serão submetidas a exames de sangue novamente por causa de uma eventual gestação no intervalo entre as duas doses.
Serrana, SP, participa de estudo inédito do Instituto Butantan sobre a CoronaVac
Instituto Butantan/Divulgação
Atendimento e postos de vacinação
De quarta-feira a sexta-feira (9), o atendimento é das 14h às 20h30; no sábado (10) e no domingo, das 8h às 15h30, em um dos locais abaixo.
Escola Jardim das Rosas: Rua Joaquim Santos, 890
Escola Neusa Maria do Bem: Rua Benedito, 87, Jardim das Rosas II
Escola Dilce Jorge Gonçalves Netto França: Rua Jorge L. Registro, 176, Jardim Mariana
Escola Edésio Monteiro de Oliveira: Rua Roraima, 92, Jardim Bela Vista
Escola Paulo Sérgio Betarello: Rua Santos Cruz, 1801, Jardim Cristina
Escola Maria Celina Walter de Assis: Rua Antônio Honório Ribeiro, 895, Centro
Escola Deputado José Costa: Rua dos Estudantes, 180, Centro
Escola Jardim Dom Pedro I: Avenida Arsênio R. Martins, 151, Jardim Dom Pedro I
A orientação é para que os moradores retornem ao mesmo local onde foi aplicada a primeira dose.
Quem tiver dúvidas pode recorrer a um dos endereços ou usar a assistente virtual Tainá, por meio do celular.
Resultados do Projeto S
Após o término da campanha, os pesquisadores estimam que deva levar 15 dias para início da análise dos dados. Um dos motivos é que a eficácia da CoronaVac só deve começar a ser percebida pela população duas semanas após a aplicação da segunda dose.
Gerente médico de ensaios clínicos do centro de pesquisas do Butantan, Ricardo Palacios explica que a primeira dose ajuda o organismo a criar as primeiras células de defesa contra o novo coronavírus, mas não em quantidade suficiente para frear a atuação dele.
“A primeira dose serve para apresentar o vírus inativado para o sistema imune. Então essa é uma forma de começar a desenvolver essas células que vão gerar as defesas necessárias para gerar os anticorpos, mas ainda com um número muito reduzido”, diz.
A CoronaVac, vacina contra a Covid-19, é produzida no Brasil pelo Instituto Butantan
Instituto Butantan/Divulgação
O resultado esperado, segundo ele, somente é viabilizado com a segunda dose, aplicada após um período de quatro semanas, porque ela amplia o número das células de defesa do organismo como se ele tivesse sido atacado novamente pela Covid-19.
O Butantan prevê que o resultado do estudo seja divulgado em maio.
Apesar disso, autoridades e especialistas em saúde de Serrana relatam os primeiros sinais de queda na demanda por atendimentos e na incidência de casos graves entre moradores com o novo coronavírus.
A Vigilância Epidemiológica da cidade estima que a média diária de pessoas atendidas na UPA, local de triagem e regulação dos moradores, caiu 55% em dez dias: de 90 foi para cerca de 40 a média de pacientes com suspeita ou diagnosticados com alguma necessidade médico-hospitalar.
Sem associar aos efeitos da imunização, o órgão também analisa que a proporção de casos graves é sete vezes menor. Antes chegavam a 70% e hoje representam 10%, enquanto que os casos leves e moderados de 30% passaram a responder por 90%, segundo Glenda Renata de Moraes, chefe da divisão.
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