Jovem enfrenta câncer no cérebro pela 2ª vez e família relata luta em meio à pandemia: ‘Quer ver filho crescer’

7 de abril de 2021 0 Por
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Sindi Silva Menezes Santos, moradora de Mongaguá, no litoral paulista, teve a doença pela primeira vez aos 19 anos, mas se recuperou. Sindi se preocupa em se recuperar para acompanhar o crescimento do filho de 1 ano
Arquivo Pessoal
Uma jovem de 24 anos enfrenta um câncer no cérebro pela segunda vez, e tenta fazer uma cirurgia em meio à pandemia. Sindi Silva Menezes Santos teve a doença pela primeira vez aos 19 anos, mas se recuperou. Moradora de Mongaguá, no litoral paulista, ela voltou a ter os sintomas no fim de 2020, e descobriu que estava com um tumor maligno. Familiares contam a história de luta da jovem nas redes sociais, enquanto ela aguarda para realizar a operação.
“Ela quer ver o filho crescer, desde quando nasceu, a preocupação é sempre ele. Mas, em meio à pandemia, tudo ficou mais difícil”, explicou o esposo da jovem ao G1, Stephan Kassai Neto.
Segundo o marido, o primeiro câncer foi diagnosticado em 2015. Recém-casados, eles descobriram que a jovem estava com um tumor maligno e buscaram tratamento. Na época, ela passou por uma cirurgia e, em seguida, por tratamento de radio e quimioterapia. Após a retirada do tumor e a biópsia, foi descoberto que ela tinha um astrocitoma anaplásico, câncer de grau três. De acordo com Neto, estava localizado no cerebelo, parte do cérebro responsável pelo equilíbrio.
Este segundo câncer ainda não teve o tipo confirmado. De acordo com o esposo de Sindi, isso só ocorrerá após a biópsia. Entretanto, os sintomas foram os mesmos da primeira vez. “A primeira coisa afetada é a visão e o equilíbrio. Ela ficou tonta, com a visão turva, perdeu um pouco o equilíbrio. Na primeira vez, sentiu muita dor de cabeça”, descreve.
Jovem enfrenta câncer no cérebro pela segunda vez
Arquivo Pessoal
Neto reitera que, na primeira vez, o casal era jovem e tinha muitas dúvidas. Desta vez, ambos estão mais preparados, mas a pandemia trouxe novas preocupações. Além do risco de contágio pelo coronavírus, há a demora em conseguir a cirurgia em meio à alta de internações pela Covid-19. Ele relata que até mesmo o psicológico é afetado por conta do momento vivido.
“Fiquei no hospital com ela, onde estava internada, e vimos três senhoras morrerem na nossa frente. A gente tem muito medo de ela pegar a Covid-19, porque está fraca, e também pela preocupação de agravar algo. A gente está lutando, porque o momento não é bom”, relata Neto.
A família busca ajuda por meio das redes sociais, e o esposo está em contato com dois hospitais, esperando para conseguir marcar a cirurgia. O relato contando toda a história de Sindi nas redes sociais foi uma forma de conseguir apoio e, também, de gerar identificação em pessoas que estejam passando pelo mesmo momento. Neste período de espera, a jovem é medicada para minimizar os sintomas.
Mesmo com as dificuldades e o medo que enfrentou, Neto diz que ela permanece confiante. “Quando a gente descobriu, ela ficou totalmente desesperada, com o psicológico abalado, achando que vai acontecer o pior. Mas, com o passar do tempo, ela se apegou à religião, e está confiante”, conclui o esposo.
VÍDEOS: G1 em 1 Minuto Santos

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