Centro de Contingência do Coronavírus avalia estender fase emergencial em SP

7 de abril de 2021 0 Por
Compartilhar

Estado só registrou leve desaceleração nas internações nos últimos seis dias. Decisão do governo sobre o fim ou continuação da fase emergencial, em vigor desde o dia 15 de março e prevista para terminar em 11 de abril, deve ser anunciada na sexta. O Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo avalia a possibilidade de estender a fase emergencial, em vigor desde o dia 15 de março e prevista para terminar em 11 de abril, levando em conta que na última semana só houve leve desaceleração das taxas de internação. A decisão do governo sobre o fim ou continuação da fase emergencial deve ser anunciada na sexta-feira.
“Nós, felizmente, conseguimos uma desaceleração, já há esses indicadores de melhora – pequena, mas é uma melhora – e que deve prosseguir nas próximas semanas, é e estamos discutindo a necessidade de extensão ou não da fase emergencial. É bem provável que nós continuemos com níveis de restrição que nós temos hoje por um tempo, mas vamos aguardar os próximos dias”, afirmou Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência.
Na fase emergencial, a mais restritiva do Plano São Paulo, foram suspensas celebrações religiosas e esportivas coletivas, e uso de praias e parques.
Alguns setores e serviços, que tinham autorização para funcionar durante a fase vermelha, também foram proibidos de operar, como lojas de materiais de construção e a retirada presencial de mercadorias e alimentos nas lojas.
Para as empresas foi determinado o home office para as atividades administrativas dos setores não essenciais, e o governo recomendou o escalonamento do início do expediente para diminuir aglomerações no transporte público.
Governo de São Paulo prorroga a fase emergencial até o dia 11 de abril
Internações
Há seis dias a Grande São Paulo está em ritmo de estabilidade e de desaceleração na média móvel de pacientes internados em UTIs. Apesar disso, muitas cidades continuam enfrentando dificuldades para conseguir vagas para internação intensiva.
Uma das cidades que ainda luta por vagas para internas pacientes graves é Franco da Rocha, na Grande São Paulo, onde todas as pessoas com a doença buscam socorro em uma única unidade de pronto atendimento. O hospital com UTI mais próximo fica na cidade vizinha de Francisco Morato, a 10 km de distância, está com todos os 25 leitos ocupados.
A Unidade de pronto-atendimento de Franco da Rocha, que não tem leito de UTI, chegou no fim de março com 25 pacientes graves em leitos improvisados – 58 pessoas morreram sem conseguir vaga na terapia intensiva.
“Os pacientes mais graves hoje que aguardam esses leitos, eles estão desde o início do mês de março aguardando muito mais tempo para conseguir esse leito de UTI. Se antes ficavam só 24h aguardando, hoje são 5, 6 até 7 dias aguardando o leito”, diz o secretário-adjunto de saúde de Franco da Rocha, Paulo Friggi.
A cidade corre contra o tempo também para não faltar oxigênio -o consumo passou de 240 para 1300 metros cúbicos por dia, sendo que quinze cilindros são trocados a cada três horas. A prefeitura está montando uma usina para produzir o oxigênio, mas isso não resolve o problema.
Na cidade, 7 pacientes em estado grave ainda esperam por vagas em UTI e a cidade enfrenta alto número de mortes pela doença.
Das 39 cidades da Grande SP, 30 registraram alta na média de mortes nos últimos 15 dias. Em Diadema o crescimento foi de 236%, em Itaquaquecetuba 255%, em Juquitiba 300%. Em Francisco Morato, a média de mortes subiu 483% e em Mairiporã, 600%.
Segundo a Secretaria da Saúde, mesmo com a leve desaceleração na média móvel de internações, o número de mortes só cairá após as internações caírem. No dia 5 de março, quando São Paulo entrou na fase vermelha, a média de internações era praticamente a metade do que é atualmente.

Compartilhar