Idosa personaliza camiseta para vacinação contra Covid e se emociona ao receber dose: ‘Sensação incrível’

2 de abril de 2021 0 Por
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Eliana Lucia da Silva Sampaio, de 69 anos, foi vacinada contra o coronavírus em Itatiba (SP). Eliana Lucia da Silva Sampaio foi vacinada contra a Covid-19 em Itatiba
Arquivo pessoal
O olhar de Eliana Lucia da Silva Sampaio não esconde a emoção durante o recebimento da primeira dose da vacina contra o coronavírus em Itatiba (SP). Aos 69 anos, a idosa fez questão de personalizar uma camiseta com a frase “vacina sim” para ser usada na ocasião.
A aplicação ocorreu no dia 19 de março, no Parque da Juventude. No momento da aplicação, a idosa chorou de emoção e tudo foi registrado em vídeo pela filha dela (assista abaixo).
Em entrevista ao G1, a idosa relatou que cumpre o isolamento social de forma rígida desde 2020 e que estava com medo de testar positivo para a doença.
“Na minha família ninguém pegou, graças a Deus. Eu estava com muito medo e esperei muito por esse dia. Foi uma sensação incrível. Dá vontade de gritar, de chorar. É demais. Estou falando contigo e estou toda arrepiada”, contou Eliana.
Idosa personaliza camiseta para vacinação contra Covid e se emociona ao receber a dose
Eliana receberá a segunda dose da CoronaVac no dia 25 de abril e aguarda ansiosa pelo momento. A idosa é mãe de quatro filhos e tem quatro netos.
A filha que gravou o vídeo é enfermeira e está de licença do trabalho por causa da gravidez. Já o marido da idosa tem 57 anos e ainda não foi vacinado.
“Álcool em gel virou água em casa. Foi aquele confinamento mesmo. Vou ao médico apenas quando é necessário. Receber a vacina é uma segurança total, é uma paz. Vamos tomar vacina, a vacina é a nossa salvação! Suspende a manga e depois parte para o abraço (risos).”
Rotina na pandemia
Eliana faz parte do clube da terceira idade do município e, mesmo após a suspensão dos encontros presenciais, buscou praticar em casa as atividades das quais gosta. Até se “aventurar” na internet ela teve a oportunidade através da publicação de vídeos de dança, com muito bom humor.
“Deixei meu marido de cabelo em pé durante a pandemia. Ele aprendeu a fazer doce, a pintar, cortar grama. Eu pratico tudo isso. Dança, zumba, capoterapia, dança de cigana e faço meus vídeos no quintal”, explica.
A ideia de personalizar a própria camiseta foi dela, mas foi o marido quem criou. Para cada atividade que pratica, Eliana tem uma camiseta diferente.
“Eu tenho minhas camisetas todas. Aquelas que não tenho, eu compro. Tenho pouca visão, mas é o suficiente para fazer as coisas em casa. Sou muito alegre, choro, dou risada, me emociono”, completa.
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