Após denúncia de desrespeito ao isolamento social, fiscais orientam igreja de Mogi que reuniu padres

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De acordo com a secretaria da Catedral, celebração era específica para os párocos e obedecia a protocolos de segurança. Para frear pandemia, Mogi tem decreto de “fase crítica” até 11 de abril que proíbe e um decreto, de 19 de março, veda a realização de “cultos, missas e demais atividades religiosas de caráter coletivo”. Catedral de Sant’Ana, em Mogi das Cruzes
Eduardo dos Santos/Divulgação Pascom
Uma equipe de fiscalização da Prefeitura de Mogi das Cruzes esteve na Catedral de Sant’Ana na última quinta-feira (1º), após ter recebido denúncia sobre um evento pelo telefone da Central Integrada de Emergências Públicas (Ciemp), informou a Secretaria Municipal de Segurança.
De acordo com a Secretaria, após a denúncia, a equipe foi encaminhada ao local e “verificou que existia uma celebração voltada a padres, sem a presença de público”, e que “os responsáveis foram orientados”.
Desde o dia 22 de março, Mogi das Cruzes está na chamada “fase crítica”, que visa diminuir o avanço da Covid-19 no município. A princípio, a medida valeria até 31 de março, mas, nesta semana, ela foi prorrogada pelo menos até 11 de abril.
O decreto nº 19.957, de 19 de março, que trata sobre a fase crítica, permite o funcionamento apenas de serviços e atividades classificados como essenciais. O decreto veda a realização de “cultos, missas e demais atividades religiosas de caráter coletivo”.
Ao G1, a secretaria da Catedral disse que a celebração contou com a presença de cerca de 50 padres, que não estavam no altar, para que não ficassem perto uns dos outros e não houvesse aglomeração.
Segundo a secretaria, a celebração em questão é específica para os padres, que renovam as promessas sacerdotais.
A Catedral informou que os fiscais estiveram na igreja antes do início da celebração e que foi explicado a eles que a missa era restrita aos padres. Informou ainda que recebeu as orientações e que a celebração seguiu sem alterações, com protocolos como uso de máscara e distanciamento social.
A Ciemp, que atende pelo telefone 153, tem recebido denúncias de possíveis aglomerações neste período de pandemia.
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