Secretaria da Educação de SP cogita antecipar férias escolares se casos de Covid não recuarem

1 de abril de 2021 0 Por
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O secretário Rossieli Soaes informou nesta quarta-feira (31) que a decisão vai depender dos dados e de avaliação conjunta com a Secretaria da Saúde sobre a Covid-19. Após feriado, escolas públicas e particulares voltam às aulas ainda na fase emergencial
Com a gravidade da pandemia, a Secretaria da Educação de São Paulo informou que está cogitando antecipar as férias escolares na rede estadual.
O secretário Rossieli Soaes informou nesta quarta-feira (31) que está discutindo a possibilidade de antecipar as férias, a depender dos números da Secretaria da Saúde sobre a Covid-19. “Vamos acompanhar os números em conjunto com a secretaria. Decidiremos sobre a antecipação provavelmente na próxima semana.”
Nas escolas públicas e particulares, o retorno está autorizado para a próxima segunda-feira (5), ainda na fase emergencial da pandemia. No entanto, os municípios possuem autonomia para alterar o calendário escolar.
Enquanto isso, as aulas continuam a distância para a maioria dos alunos e presenciais para aqueles que precisam de um acompanhamento especial ou de merenda.
Na capital, a volta às aulas está em análise pela Vigilância Sanitária. A produção do SP2 verificou com as cidades da região metropolitana para saber se existe uma definição sobre o retorno, e a maioria informou que não decidiu o que será feito no calendário.
Os municípios de Santo André, Itapevi, Mauá, Suzano e Ribeirão Pires informaram que pretendem retomar as aulas presenciais entre 12 de abril e 30 de maio. Cotia informou que irá seguir as orientações estaduais.
Escolas particulares
Na rede particular, as aulas podem voltar desde que seja obedecido o protocolo da retomada, como a ocupação de no máximo 35% da capacidade de cada escola. Depois do decreto publicado no último sábado (27), que classificou educação como serviço essencial, escolas particulares de Osasco e Santana de Parnaíba, na região metropolitana, reabriram.
Na capital, a ideia é reabrir na segunda-feira (5), de acordo com o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo (SIEEESP).
“Estamos reivindicando a reabertura para atender os filhos das pessoas que trabalham em serviços essenciais e para as crianças que não conseguem interagir com a tecnologia. Se a escola é um serviço essencial, ela pode funcionar, ou seja, caso a capital não queira reabrir as escolas particulares, o prefeito precisa decretar que a educação não é um serviço essencial”, afirma Benjamin Ribeiro da Silva, presidente do SIEEESP.
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