Deputado bolsonarista Gil Diniz diz que teve Covid-19 e ficou 3 dias na UTI em SP

Compartilhar


‘Estar numa UTI é terrível’, disse o parlamentar, após confirmar internação no Hospital Santa Marcelina por 7 dias em março. ‘Nunca neguei o vírus em si, mas a experiência leva a gente ter mais empatia com o próximo’, afirmou ao agradecer por orações. Gil Diniz (PSL) participou de sessão da Alesp do hospital em 24 de março, com pulseira de paciente
Reprodução
O deputado bolsonarista Gil Diniz (sem partido) afirmou nesta quinta-feira (1), durante sessão plenária da Assembleia Legislativa do estado de São Paulo, que teve Covid-19 e ficou internado sete dias no Hospital Santa Marcelina, localizado em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo.
Três dos sete dias em que permaneceu hospitalizado ele passou na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Em 24 de março, após participar de uma sessão online da Alesp pela internet direto de um hospital, usando uma pulseirinha de paciente, o G1 e a GloboNews questionaram a assessoria de imprensa de Gil Diniz se era verdade que ele havia contraído coronavírus, mas os assessores não confirmaram a informação. Ele teve alta hospitalar em 26 de março.
“Agradeço toda a solidariedade dos pares, alguns deputados não ficaram sabendo. Eu tive Covid-19 e fiquei internado por sete dias no Hospital Santa Marcelina, três deles em uma UTI”, afirmou Gil Diniz durante sessão da Alesp transmitida pela internet nesta quinta.
Gil Diniz, que frequentemente era visto na Alesp sem máscara de proteção e que chegou a colocar um cartaz proibindo o uso do utensílio em seu gabinete, agradeceu “as orações” e disse que passou por momentos difíceis, mas “pedagógicos”.
“Estar numa UTI é terrível”, disse Gil Diniz à GloboNews.
“Nunca neguei o vírus em si, mas a experiência leva a gente ter mais empatia com o próximo”, acrescentou à GloboNews.
“Foram momentos difíceis mas, que para mim, foram pedagógicos. Pude ver a dimensão do que é os profissionais da saúde nesse momento, tanto na enfermaria quanto na UTI, vi casos de óbito”, disse o parlamentar.
O bolsonarista chamou a Covid de “vírus maldito que tem tirado a vida de muitos brasileiros”.
“Temos que colocar todas as energias e nossos recursos em enfrentá-lo, esse é o principal problema do mundo nesse momento”, afirmou Gil Diniz.
‘Proibido usar máscara’
Placa proibindo o uso de máscaras no gabinete do deputado Gil Diniz (PSL) na Alesp.
Reprodução/Redes Sociais
Antes de contrair a doença, no início de março, Gil Diniz colocou uma placa na porta de seu gabinete na Casa Legislativa proibindo o uso de máscaras dentro do recinto. O próprio deputado foi flagrado sem máscara algumas vezes andando na Alesp.
Na ocasião, ele disse ao G1 que não se tratava de uma proibição do uso no utensílio no seu gabinete, mas de uma “ironia” e uma “ação política contra a deputada Mônica Seixas”.
“Quem entra no meu gabinete pode usar ou não a mascara, fica a seu critério. Eu propriamente não uso, mas não há essa proibição. A placa foi uma ironia à ação da Monica Seixas. Foi uma ação política de resposta a outra ação política. Não tem isso de ‘meu espaço privado’ e aqui não pode fazer isso, eu deixo as pessoas à vontade para usar máscara, se quiserem. Tenho assessores que usam e outros que não”, afirmou Diniz ao G1 no início do mês de março.
No início do mês passado, antes de contrair a doença, o deputado chegou ainda a afirmar à reportagem que nunca tinha feito o exame sorológico, mas que acreditava que já tinha contraído o vírus.
Gil Diniz afirmou na ocasião ainda que alguns funcionários de seu gabinete, que estavam em home office (trabalho domiciliar) e que tinham mais cuidados tinham contraído Covid, enquanto que outros que seguiam presencial, não pegaram a doença.

Compartilhar

Deixe uma resposta