Manifestação de rodoviários em Ferraz termina com apenas parte das reivindicações atendidas e reunião agendada, diz sindicato

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Segundo o sindicato, protestos estão relacionados ao atraso no pagamento de horas extras, vale alimentação e cesta básica. Manifestação afetou linhas que atendem Poá, Ferraz e Suzano. Sindicato dos Rodoviários faz protesto e paralisa três linhas de ônibus intermunicipais
A manifestação de trabalhadores do setor rodoviário em Ferraz de Vasconcelos, que paralisou três linhas de ônibus intermunicipais no Alto Tietê nesta quarta-feira (31), terminou por volta de 10h30.
De acordo com o diretor do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Setor Diferenciado de São Paulo (STERIIISP), Francisco Carvalho Filho, apenas uma parte das reivindicações da categoria foi atendida, mas, segundo ele, uma reunião com a empresa Radial, do Consórcio Unileste, foi marcada para dar sequência às negociações.
Segundo o diretor, as reivindicações dos funcionários estão relacionadas a horas extras de fevereiro, ao pagamento de vale-alimentação, que, de acordo com o sindicato, foi alterado de 12 para 30 de abril, e ao atraso na entrega da cesta básica aos trabalhadores.
“O resultado não foi o esperado pela categoria, mas a gente deixou uma reunião agendada para segunda-feira, que a empresa falou que ia fazer o levantamento do que tem para pagar para o trabalhador. Nós voltamos a sentar na segunda-feira para poder dar continuidade a essas reivindicações. A questão que avançou mesmo foi só a cesta básica, que eles garantiram que irão entregar amanhã”.
Paralisação de ônibus em Ferraz de Vasconcelos
Reprodução/TV Diário
Outra reivindicação feita pelo sindicato dos rodoviários diz respeito à vacinação da categoria. “A vacina a gente está cobrando o governo federal e o governo estadual, porque a categoria dos motoristas é linha de frente na pandemia e já está no programa do governo federal para ser aplicada a vacina, mas, por enquanto, nenhum trabalhador do transporte foi vacinado”.
Na manhã desta quarta-feira, foram afetadas as linhas 315, 460 e 843, que atendem as cidades de Poá, Ferraz de Vasconcelos e Suzano.
O que disse a Radial
A Radial informou que o momento é de extrema gravidade por conta das crises sanitária e econômica. “As ajudas que o setor de transporte coletivo aguardava não vieram. Mesmo os ônibus sendo considerados serviços essenciais”.
De acordo com a empresa, mesmo assim a frota não foi reduzida durante todo esse ano de pandemia. “O diesel aumentou cinco vezes somente neste ano, numa alta de 41%. Houve ainda aumento de todos os insumos como pneus, óleos lubrificantes, peças automotivas.”
Segundo a empresa, as tarifas não são reajustadas há mais de dois anos e mesmo assim mantém seu quadro de funcionários sem cortes, mantendo o mesmo patamar de empregos e com o pagamento de salários e benefícios.
A Radial destaca que “o impacto dos fechamentos de comércio, da longa permanência da crise sanitária causada pelo Covid-19 e as exigências na manutenção de toda frota ativa, mesmo sem ajuda externa nenhuma por parte de qualquer órgão governamental, fragilizou as finanças da empresa. Infelizmente estamos com graves dificuldades em pagar salários, benefícios e outras tributações e obrigações trabalhistas.”
A empresa informou ainda que “paralisar as atividades só aumenta o prejuízo da empresa e compromete o seu futuro, principalmente dos empregos diretos e indiretos, afetando a vida de quase 5 mil famílias que de alguma maneira dependem da Radial Transporte.”
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