BCN 

Santos, SP, soma 6 casos de Covid-19 em escolas municipais; professor alega falta de acompanhamento

Compartilhar


Prefeitura monitora outros 29 casos suspeitos da doença. Apesar da afirmação, professor alegou à reportagem que não recebeu esse acompanhamento. Santos, SP, soma 6 casos de Covid-19 em escolas municipais
Divulgação/Prefeitura de Santos
A Secretaria de Educação de Santos, no litoral de São Paulo, divulgou que há seis casos de Covid-19 confirmados na rede municipal de ensino. A prefeitura informou ao G1, ainda, que acompanha outros 29 casos suspeitos da doença. Apesar da afirmação, um professor alegou à reportagem nesta terça-feira (23) que não recebeu esse acompanhamento (veja entrevista abaixo).
O novo caso confirmado ao G1 nesta terça-feira é o de uma funcionária que atua na portaria da unidade Colégio Santista, que testou positivo no fim de semana e ficará afastada por mais dez dias.
Segundo a prefeitura, com este caso, são seis confirmações da doença após o início das aulas presenciais. Ao todo, há 29 casos suspeitos investigados pela administração, 15 notificados e monitorados a partir desta segunda-feira (22) e outros 14 que já haviam sido informados.
Os novos casos suspeitos ocorrem nas escolas Maria Luiza Alonso Silva, Gemma Rebello, Pedro II, 28 de Fevereiro, Mario de Almeida Alcântara, Therezinha Pimentel, Eunice Caldas, José da Costa Barbosa, Olavo Bilac e Avelino da Paz Vieira.
Entre essas suspeitas, há 11 professores, duas auxiliares de limpeza, um auxiliar de biblioteca e um aluno. A Seduc informou que as pessoas que tiveram contato próximo com algum suspeito, por um período superior a 15 minutos, foram afastadas por medida de precaução, conforme orientação.
Professor
Apesar de a prefeitura destacar que monitora os casos de Covid-19, o professor de língua portuguesa da Escola Martins Fontes, Marcelo Silva Souza, de 42 anos, contesta a afirmação. Segundo ele, que tem suspeita da doença e lecionou por dois dias antes de ser afastado, não há um monitoramento efetivo.
“Esse monitoramento não existe, ou pelo menos não existiu para mim. Para mim, como professor e servidor público, o problema é coletivo, não individual. Não se trata de indignação, de uma preocupação pública de um entre tantos professores”, destaca o profissional.
Souza relata que teve o primeiro sintoma no dia 8 de fevereiro, quando recebeu um atestado apenas para aquela data, lecionando nos dias 9 e 10. Depois de dois dias, ele voltou a ter sintomas da Covid-19 e procurou fazer um exame, sendo afastado. Ele deve retornar nesta quinta-feira (25), mas, apesar de ter uma data para voltar, ainda não tem o resultado do exame.
Para o professor, o retorno antes de ter uma confirmação pode ser prejudicial. “Eu acho preocupante que um professor, ou qualquer servidor público, retorne para o local de trabalho sem ter o exame, mesmo que o ciclo da doença tenha passado, porque é uma segurança para colegas e estudantes”, reitera.
O G1 questionou a Prefeitura de Santos sobre o caso, que se posicionou por meio da Secretaria de Educação. Confira a nota na íntegra:
“A Secretaria de Educação de Santos esclarece que o Programa Saúde na Escola [PSE], em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), atua de diversas formas em todas as escolas municipais, tendo a equipe gestora como referência para o contato. Todos os casos suspeitos e confirmados de Covid-19 são comunicados pela direção da unidade ao PSE e à Supervisão de Ensino. Cada caso é monitorado e são tomadas as medidas necessárias e cabíveis. A pasta destaca, inclusive, que as ações do PSE foram classificadas com acertadas por especialistas ouvidos na reportagem ‘Protocolos em escolas são corretos, dizem médicos’, publicada no domingo (21).
Sobre a testagem, a Seduc explica que foi ofertada duas vezes a profissionais da Educação, em novembro de 2020 e no fim de janeiro deste ano. Importante ressaltar que o plano de retomada gradual das aulas presenciais foi feito com cautela e responsabilidade, tendo o aval da SMS, respeitando os todos os protocolos sanitários exigidos. Houve ampla discussão nos encontros da Comissão Escolar [Portaria 39/2020 – Seduc] e do Comitê Intersetorial [Portaria 87/2020 – GPM], com representatividade de servidores e de outros setores”.
VÍDEOS: G1 em 1 Minuto Santos

Compartilhar

You May Also Like

Deixe uma resposta