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Professores, estudantes e pais de alunos protestam contra demolição de escolas em Cubatão, SP

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De acordo com o Movimento por uma Escola Popular (MEP), prefeitura vai demolir a UME Martim Afonso e a UME Estado de Alagoas, e não tem planos para a reconstrução das unidades. Manifestantes usaram caixão para representar a falência do ensino em Cubatão
Divulgação/MEP
Professores, estudantes e pais de alunos realizaram um protesto em Cubatão (SP) contra a demolição e fechamento de duas escolas municipais, na tarde desta terça-feira (23). Os manifestantes se reuniram às 15h em frente ao Paço Municipal.
Com um caixão para representar a falência do ensino municipal da cidade, os manifestantes cobraram o governo contra o fechamento e demolição da Unidade Municipal de Ensino (UME) Martim Afonso de Souza, no bairro Jardim Nova Republica, e da UME Estado de Alagoas, no Pinhal do Miranda.
O G1 conversou com Hamilton Pereira, representante do Movimento por uma Escola Popular (MEP) de Cubatão. Segundo ele, a prefeitura só tem planos de demolição, e não de reconstrução destas unidades. “As duas escolas foram fechadas sob a alegação de reforma, há um edital de demolição dessas unidades, e só. Não tem projeto, planta, mais nenhum documento que comprove a reabertura das escolas. Então, nosso ato aqui é pela reforma das escolas”, afirma.
Segundo o MEP, a prefeitura, além de fechar para demolição as UMEs Martim Afonso e Alagoas, também fechou salas de aula em todas as escolas da cidade.
O G1 também ouviu Petter Maahs, diretor da UME Martim Afonso de Souza. Ele afirma que diversos alunos foram prejudicados com o fechamento das escolas. “Com a demolição das duas escolas, Martim Afonso e Alagoas, serão 600 vagas a menos para o munícipio. Os alunos foram realocados para a rede estadual, e os professores foram para outras unidades de ensino”, conta.
Maahs diz que até concorda com a demolição, desde que haja um plano para essas escolas. “Nós não somos contra a demolição, desde que tenha um projeto de reconstrução das unidades. Se a prefeitura apresentar o projeto, nós paramos de manifestar”, afirma.
Em nota enviada ao G1, a Secretaria Municipal de Educação esclarece que as UMEs Martim Afonso e Alagoas serão reconstruídas por apresentarem problemas de infraestrutura nos prédios. A titular da pasta, Márcia Regina Terras Geraldo, frisa que os alunos não estão sem aula, tampouco desassistidos pelo município. Além disso, não procede a informação de que há outras unidades com aulas paralisadas ou “em análise”.
De acordo com a administração municipal, a UME Martim Afonso teve as atividades suspensas devido a uma ação judicial movida pelo Ministério Público, que alegou problemas na infraestrutura do prédio. De acordo com o MP, o local não foi projetado para atividades educacionais – era um alojamento e canteiro de obras que foi adaptado para ser escola. Os alunos da UME Martim Afonso foram remanejados para outras unidades municipais e estaduais no mesmo bairro, conforme a proximidade da residência dos alunos. Somente 60 alunos do 3ºano foram recolados para a UME Bernardo José Maria de Lorena, na Vila Nova.
Já a UME Alagoas apresentou problemas estruturais e, para sanar o problema e evitar medidas paliativas, a escola também será reconstruída. Portanto, a unidade foi transferida para um prédio anexo à Escola Estadual Zenon Cleantes de Moura, na Fabril. As aulas na rede municipal seguem de maneira remota por conta da pandemia do coronavírus, de acordo com a prefeitura.
VÍDEOS: G1 em 1 Minuto Santos

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