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São Vicente acumulou R$ 683,5 milhões em dívidas em 2020, aponta relatório

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Segundo o secretário da Fazenda Rodolfo Amaral, haverá ainda um déficit mensal de R$ 8 milhões. Paço Municipal de São Vicente
Divulgação/Prefeitura de São Vicente
Os relatórios orçamentários de 2020 da Prefeitura de São Vicente, no litoral de São Paulo, apontaram que a cidade acumula a dívida total de R$ 683,5 milhões. A execução orçamentária do 3º quadrimestre do ano passado foi apresentada pela Secretaria da Fazenda (Sefaz) em audiência pública na Câmara Municipal, nesta segunda-feira (22).
Ao assumir a gestão, o atual prefeito do município, Kayo Amado (PODE), chegou a reclamar sobre as dificuldades financeiras e os prazos a cumprir com funcionários e contratos de serviço. Segundo Kayo, além dos problemas de gestão em todas as pastas municipais, ele recebeu o município com o “caixa vazio” e dívidas a pagar.
De acordo com o divulgado pela prefeitura, a soma total se divide entre as dívidas de longo prazo, que somam R$ 391,5 milhões e de restos a pagar, de R$ 292 milhões. O secretário da Fazenda Rodolfo Amaral, que apresentou os dados durante a audiência, apontou que haverá déficit mensal de R$ 8 milhões neste ano.
Segundo Amaral, o custeio da administração municipal é de R$ 84,5 milhões por mês, enquanto, em média, a arrecadação é de R$ 76 milhões. “Nós não estamos de braços cruzados contemplando ou amaldiçoando o passado. Estamos buscando formas de vencer esse endividamento”, explicou o secretário.
Ele afirmou, ainda, que o município contará com o Programa de Recuperação Fiscal (Refis) em 2021. “Antecipo que vai ter, não sei se já a partir de abril, maio ou junho, mas estamos estudando situações adequadas a isso”.

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