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Instituto Butantan completa 120 anos de ciência com show da Jazz Sinfônica e mural do artista Kobra

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Criação de seu primeiro laboratório, em 1901, ocorreu a partir do surto de peste bubônica detectado no porto de Santos. Instituto que protagoniza o combate à pandemia da Covid-19 também investe nas futuras gerações com Olimpíada Brasileira de Biologia. Instituto Butantan completa 120 anos nesta terça-feira (23)
O Instituto Butantan, protagonista no combate à pandemia da Covid-19, completa 120 anos nesta terça-feira (23) e ganha um dia de comemorações.
O conhecimento sobre questões de saúde pública é a vocação do Butantan desde quando ainda se chamava Instituto Serumtherápico.
A criação de seu primeiro laboratório, em 1901, ocorreu a partir do surto de peste bubônica detectado no porto de Santos. O objetivo era descobrir um soro que combatesse a doença.
O famoso prédio do laboratório, chamado Edifício Vital Brazil em homenagem ao primeiro diretor, hoje abriga a biblioteca, e deve ser restaurado no em março.
“Nós temos obras do século 18. Eu destacaria aquelas de zoologia, que são pertinentes à área de atuação do Butantan. Também destaco a nossa revista, ‘Memórias do Instituto Butantan’, que foi o primeiro meio de divulgação científica publicado pelo instituto. Essa publicação começou em 1918 e se tornou importante no país”, contou Joanita Lopes, que dirige a biblioteca.
Pessoas trabalham na área de envase da CoronaVac, vacina contra a covid-19, no Instituto Butantan, Zona Oeste de São Paulo.
RUNO ROCHA/ESTADÃO CONTEÚDO
Presente e futuro
Mais de 100 pesquisadores trabalham no instituto, com auxílio de alunos da iniciação científica, mestrado e doutorado.
A pesquisadora Sônia Andrade Chudzinski, que trabalha no Butantan há 10 anos, é coordenadora da Olimpíada Nacional de Biologia, organizada pelo instituto. No ano passado foram 150 mil inscritos. Para ela, a competição é uma forma de fomentar o interesse pela ciência.
“Nós nascemos cientistas, mas ao longo do tempo isso vai se perdendo. Não podemos deixar isso acontecer. Nós, como instituto de pesquisa, temos este projeto, que visa realmente atrair esses alunos para a carreira científica, para desenvolver habilidades, como a curiosidade, a criticidade e a autonomia. Entendemos que educação e pesquisa não podem estar desvinculados, mas sim, muito atrelados, principalmente a essa futura geração, que são nossos jovens talentos, e que serão nossos futuros pesquisadores e professores”, explicou.
Ela também conta que a pandemia fez as pesquisas se voltarem totalmente para o coronavírus. “Os pesquisadores estão direcionando seus esforços para tentar entender o processo tão complexo, que é a infecção por este vírus. É uma força-tarefa, com todos os pesquisadores focados no melhor entendimento da Covid-19 e no tratamento destes pacientes para salvar vidas”, explicou.
Caminhões com os lotes da vacina saem da sede do Instituto Butantan
Reprodução/TV Globo
No prédio 41, o Butantan formula, envasa e embala todas as vacinas e soros produzidos, inclusive a CoronaVac, formulada na China, mas envasada no instituto. Em uma sala, os frascos passam por uma inspeção visual, um a um, depois, seguem para a rotulagem, e, por fim, a embalagem.
Ênio Xavier é o gerente de produção do Núcleo de Formulação e Envase, e conta que desde o início da produção da CoronaVac o número de funcionários no setor dobrou. A equipe é formada por quase 400 pessoas.
“Nós trabalhamos 24 horas por dia, em turnos. Quando termina um lote é realizada uma limpeza de toda a área, antes de proceder para o lote seguinte”, contou. “Produzimos em média 322 mil doses por lote. Então, a nossa estimativa de trabalho diário é em média de aproximadamente 1 milhão de doses de produção por dia”, continuou Xavier.
Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan.
REUTERS/Amanda Perobelli
Programação de aniversário
Esta terça-feira é marcada por uma programação especial para marcar os 120 anos do Intituto Butantan.
Às 9h30, o Museu de Microbiologia recebeu o mosaico da artista Claudia Sperb. Para às 11h foi marcado o lançamento de selos postais pelos Correios.
Às 16h, o diretor Dimas Covas recebe uma obra do artista Kobra, um painel de 2m x 2m, em uma homenagem à vacina desenvolvida e ao trabalho no instituto durante a pandemia.
Por fim, às 20h, no Memorial da América Latina, a Orquestra Jazz Sinfônica se apresenta comemorando o aniversário do Butantan, apresentação que será transmitida pelas redes sociais, ao vivo, do instituto e do Memorial.

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