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Fuvest 2021: professores comentam provas de disciplinas específicas da segunda fase

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33 mil candidatos aprovados na primeira fase disputam 11.147 vagas na Universidade de SP. No domingo (21), os alunos fizeram a prova dissertativa de português e a redação. Nesta segunda (22), as provas de cada carreira. Primeira lista de convocados sai em 19 de março. Na foto, candidatos no primeiro dia da segunda fase da Fuvest 2021, no domingo (21)
ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Os candidatos que disputam as vagas oferecidas pela Universidade de São Paulo (USP) fizeram nesta segunda-feira (22) as provas de disciplinas específicas do Vestibular da Fuvest 2021, de acordo com a carreira escolhida. Este foi o segundo dia de provas da segunda fase.
Veja o caderno de prova oficial do primeiro dia da 2ª fase
Veja os comentários dos professores sobre a prova do primeiro dia da 2ª fase
Veja as notas de corte de cada curso
Os portões abriram às 12h30 e a prova começou às 13h. O exame durou quatro horas e os estudantes puderam deixar as salas a partir das 15h.
No domingo (21) foi aplicada a prova dissertativa de português e redação. Neste ano, o tema da redação perguntou ao candidato se o mundo contemporâneo está “fora de ordem”.
O primeiro dia da segunda fase teve 7,69% de abstenção. Segundo a assessoria de comunicação da Fuvest, a taxa está na média histórica, apesar da pandemia de Covid-19.
Cerca de 33 mil candidatos aprovados na primeira fase disputam 11.147 vagas na instituição de ensino. A primeira lista de convocados sai no dia 19 de março.
Professores de cursinhos ouvidos pelo G1 comentaram as questões das disciplinas cobradas nesta segunda-feira. Confira:
No 2º dia da 2ª fase da Fuvest, alunos fazem provas de conhecimentos específicos
Matemática
O coordenador geral do grupo Etapa, Edmilson Motta, considerou que a prova teve enunciados mais simples e diretos, mas cobrou temas um pouco mais elaborados do que na edição anterior da prova.
“Ano passado ela tinha cobrado duas questões de PA e PG, enquanto nesse ano, geometria, geometria analítica, combinatória, com questões mais complexas e interessantes”, afirmou.
“O que os nossos professores sentiram falta foi de progressão aritmética e progressão geométrica. Achamos uma prova bastante conteudista, técnica e sem muita contextualização”, declarou. 
De acordo com Wander Azanha, do Curso Pré-Vestibular Oficina do Estudante, no exame de Matemática “foram abordados assuntos clássicos, que são tradicionalmente cobrados no vestibular da Fuvest: geometria plana e analítica, sistemas lineares, combinatória”. 
Segundo o professor Daniel Perry, diretor do Curso Anglo, “a prova foi bastante abrangente e clássica, pouco contextualizada e de nível médio para difícil”.
História
Para Edmilson Motta, do Etapa, a prova de História, assim como a de Matemática, seguiu com a linha de enunciados diretos, mais curtos, sem textos muito elaborados para análise, e com temas clássicos.
“Iluminismo, Revolução Francesa, as crises políticas na República. As questões não foram propriamente simples, mas os candidatos devem ter sentido segurança com relação ao que estava sendo cobrado”, explicou.
“Foi uma prova conteudista, sem inovações, dialogando pouco com a atualidade e com dificuldade alta”, disse o professor Daniel Perry, diretor do Curso Anglo.
Já o professor Ricardo Di Carlo, do curso Objetivo, avalia que a prova foi “direta, com foco no conteúdo político e econômico”. 
“Uma abordagem bastante inteligente, que faz com que o aluno bem preparado se sinta confortável. Não trouxe surpresas, mas trouxe a importância de relacionar conteúdos. Ou seja, de entender, dentro de cenários variados, a lógica econômica e social, o desenvolvimento das relações que se estabelecem ao longo da história. Por exemplo, um destaque importante para a memória da chegada do europeu na América. Como isso foi interpretado ao longo do tempo pelos historiadores. Ou a lógica da comparação de movimentos vitoriosos contra o presidente da República. Comparar 1945 com 1964”, afirmou
Na avaliação de Wander Azanha, do curso Oficina do Estudante, na prova de História foram abordados “temas clássicos e conhecidos da Fuvest: Iluminismo, Revolução Francesa, Segundo Reinado, navegações”. 
“Sem novidades. E um bom equilíbrio entre História do Brasil e Geral. O que eles destacaram de importante foi um cruzamento de conceitos numa linha do tempo, exigindo solidez no conteúdo. Uma prova de dificuldade média para difícil”, declarou ele. 
Química
Na prova de Química foram apresentadas informações de pesquisas e descobertas recentes, com questões que incluíram gráficos.
“Esse foi o caso da fosfina, que aparece nos astros, e que é uma descoberta recente desta área de conhecimento. É uma prova com aspecto interessante e com uma cara mais moderna”, opinou Edmilson Motta, coordenador geral do grupo Etapa.
“Foi uma prova mais contextualizada do que as de física e matemática e também criativa. Era necessário uma leitura atenta dos gráficos”, disse o professor Daniel Perry, diretor do Curso Anglo, ressaltando uma questão sobre corrosão de cremes dentais e uma sobre desastres nucleares.
Na avaliação de Wander Azanha, da Oficina do Estudante, a prova de Química foi “trabalhosa, com conteúdos previstos para Fuvest, com análise de tabela”. 
“Uma prova muito bem feita. A prova de Geografia foi bem equilibrada, com temas físicos e sociais. Os assuntos eram atuais, fazendo o candidato refletir sobre a sociedade na qual ele vive. Havia bom material de apoio para os participantes conseguirem pensar nas questões”, disse. 
Geografia
A prova seguiu a tendência das edições anteriores e, assim como Química, contou com análises de gráficos, imagens de satélite e mapas.
Os temas escolhidos também foram recentes, como a Nova Rota da Seda, que apareceu em uma das questões, e a desigualdade e a segregação espacial entre Morumbi x Paraisópolis.
“Foi uma prova abrangente, diversa e atual, bem contextualizada e com linguagem gráfica adequada”, disse o professor Daniel Perry, diretor do Curso Anglo, que entendeu que houve dificuldade alta nas respostas.
Para o professor Eduardo Britto, do curso Objetivo, “foi uma prova que pode ser resumida como inteligente, exigente e diversificada”. 
“Foram apresentadas questões ambientais com cartografia, trouxe questões para o aluno entender que a energia eólica pode ser uma energia tanto de impacto positivo como negativo, seja no social ou no ambiental. Trouxe também bastante gráfico, tabela e análise de mapas que foram importantíssimos para que o aluno, num primeiro momento, não dominasse apenas o conceito, mas era necessário o aluno aplicar o tema que a Fuvest trazia na questão. Ela exigiu dos alunos habilidade e competências, para o aluno não apenas saber, mas sim aplicar aquilo que era exigido na prova”, avaliou.
Na opinião de Wander Azanha, a prova de Geografia foi “bem equilibrada, com temas físicos e sociais”. 
“Os assuntos eram atuais, fazendo o candidato refletir sobre a sociedade na qual ele vive. Havia bom material de apoio para os participantes conseguirem pensar nas questões”, avaliou.
Biologia
Biologia foi uma prova com três das seis questões mais fáceis, e enunciados diretos.
“Foi uma prova até um pouco mais tranquila do que esperávamos que seria para Biologia, que teve provas mais difíceis neste ano”, apontou Edmilson Motta, do grupo Etapa.
Para o professor Daniel Perry, diretor do Curso Anglo, a prova teve questões de fisiologia humana, resposta imunológica e genética que chamaram a atenção.
Segundo Wander Azanha, da Oficina do Estudante, a prova de Biologia foi “interessante, com várias áreas relacionadas nas questões”. 
“Um destaque importante foi uma questão sobre Covid-19, onde relacionaram fisiologia humana e com os métodos de identificação do vírus. Enfim, em resumo, o velho clichê: Fuvest sendo Fuvest. Uma prova bem exigente, conteudista, com alguns pedidos complicados e questões bem difíceis”, disse ele.
Física
Física chamou atenção dos professores por ser uma prova “mais tradicional”.
“Nosso coordenador achou até meio anos 1980, o que não tornou a prova mais fácil. Foram enunciados em que estava claro o que era cobrado em termos teóricos, e que não contou com Física moderna”, disse Edmilson Motta, do Etapa.
Para Wander Azanha, coordenador do Curso Pré-Vestibular Oficina do Estudante, a prova de Física foi exigente e “muito bem distribuída nos conteúdos, mas bastante extensa, com resolução literal de alguns exercícios, o que dificulta bastante para o aluno”. 
O professor Daniel Perry, diretor do Curso Anglo, achou a prova bastante abrangente, pouco contextualizada e de nível médio para difícil, com questões sobre termodinâmica e motores elétricos.
Na avaliação do professor Thomas Haupt, do curso Objetivo, a prova trouxe questão “clássicas”, sem surpresa para o vestibulando.
“Foi uma prova com questões ditas ‘clássicas’, que fazem parte da rotina de estudo de um aluno dedicado. Foram questões que, em geral, ele vê em sala de aula e em casa. Foram algumas questões trabalhosas, também envolvendo alguns cálculos matemáticos. As questões foram bem distribuídas ao redor dos três anos do ensino médio”, comentou.  
Veja os 10 cursos mais concorridos da Fuvest 2021
Medicina (São Paulo) – 154,6 candidatos por vaga
Medicina (Ribeirão Preto) – 129,1 candidatos por vaga
Medicina (Bauru) – 78,4 candidatos por vaga
Psicologia (São Paulo) – 78,1 candidatos por vaga
Relações Internacionais – 55,3 candidatos por vaga
Curso Superior do Audiovisual – 46,4 candidatos por vaga
Ciências Biomédicas – 45,5 candidatos por vaga
Medicina Veterinária – 43,8 candidatos por vaga
Psicologia (Ribeirão Preto) – 41,9 candidatos por vaga
Design – 38,1 candidatos por vaga
Calendário
21 e 22 de fevereiro de 2021 – Provas de 2ª Fase
19 de março de 2021– Divulgação da 1ª Chamada
19 a 23 de março de 2021 – Período para Matrícula da 1ª Chamada
29 de março de 2021 – Divulgação da 2ª Chamada
Vídeos: Tudo sobre São Paulo e Região Metropolitana

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