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Cidades do ABC chegam ao maior nível de ocupação de leitos de UTI para a Covid-19 em onze meses de pandemia

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Mauá tem 90% dos leitos ocupados nesta terça-feira (23). Em Santo André, a taxa de ocupação dos leitos é de 75% e as internações subiram 110% na última semana. São Bernardo do Campo, que terá toque de recolher a partir de sábado (27), a ocupação de leitos chegou a 87% na rede pública e 91% na rede privada na segunda-feira (22). Sistema de saúde em SBC perto do colapso:87% dos leitos para tratar a Covid estão ocupados na rede pública
A ocupação de leitos de UTI para a Covid-19 nas cidades do ABC paulista chegou a um nível ainda não visto nos últimos onze meses de pandemia.
Mauá está com 90% de ocupação nesta terça-feira (23). Em Santo André, a taxa de ocupação dos leitos é de 75, onde as internações subiram 110% na última semana.
Em São Bernardo do Campo a ocupação de leitos chegou a 87% na rede pública e 91% na rede privada na segunda-feira (22). De acordo com a Prefeitura, 25% dos pacientes internados vem de outros municípios. O Hospital Anchieta, que tem 19 leitos para Covid-19, está com todos ocupados nesta terça-feira (23). A cidade não receberá mais pacientes de Mauá e Diadema.
São Bernardo decretou toque de recolher a partir de sábado (27). Segundo o prefeito, Orlando Morando (PSDB), é jeito mais fácil de manter a população em casa e evitar pequenas aglomerações.
“Especialmente nas regiões mais periféricas, quando você põe um toque de recolher não é simplesmente fiscalizar, não pode circular. Isso também é para que possamos evitar as festas familiares, as pequenas e as grandes aglomerações. Os eventos residenciais também têm sido grandes vilões do vírus. Daí a medida do toque de recolher”, afirma.
A cidade também suspendeu a volta às aulas na rede pública e particular.
O prefeito de Santo André, Paulo Serra, que também é presidente do consórcio que reúne as sete cidades da região, vai se reunir nesta terça-feira (23) com os demais prefeitos. Ele defende a adoção de uma medida única para todas as cidades, inclusive a capital.
“Talvez a redução de horários, para que as cidades fechem mais cedo, reduzir as atividades que geram mais aglomeração também”, afirma.
São Paulo registra o maior número de pacientes com Covid-19 internados em UTIs

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