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Banhista é queimado por caravela-portuguesa no mar e alerta: ‘Parecia uma facada’

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Empresário de 41 anos relata que precisou ser levado a hospital em Praia Grande, no litoral paulista, onde tomou medicação para a dor. Homem apresentou queimaduras no tronco após contato com animal
Arquivo Pessoal
Um banhista foi queimado por uma caravela-portuguesa enquanto nadava no mar em Praia Grande, no litoral de São Paulo. O empresário Marcio Castilho, de 41 anos, relata que precisou ser levado a um hospital, onde tomou medicação para interromper as fortes dores. Em entrevista ao G1 nesta terça-feira (23), Castilho conta que foi a primeira vez que se queimou com uma caravela. “A dor é muito forte, não ia conseguir voltar nadando”, relembra.
O empresário explica que estava acompanhado de amigos, com quem pratica natação em águas abertas, na praia localizada no bairro Canto do Forte, no último sábado (19). Enquanto nadava, ele foi surpreendido pela caravela, e os tentáculos grudaram no braço e no tronco dele. Castilho explica que não conseguia mais nadar e precisou da ajuda dos amigos.
Ele voltou para a faixa de areia com o auxílio de uma prancha e foi socorrido por uma equipe da Guarda Civil Municipal (GCM). Os agentes jogaram vinagre nas queimaduras, medida de prevenção, e o levaram até o Hospital Municipal de Praia Grande.
“No momento, parecia uma facada. Começou a doer, também, a parte interna do meu abdome”, relata.
Empresário ficou com a pele avermelhada e marcas dos tentáculos da caravela
Arquivo Pessoal
Castilho explica que precisou tomar três injeções com a medicação necessária. O médico explicou a ele que a dor interna era causada pelas toxinas liberadas pela caravela-portuguesa.
Depois de passar por essa situação, ele fez uma publicação nas redes sociais para alertar outras pessoas sobre o perigo. “É uma dor que nunca tinha sentido. [A postagem] foi para as pessoas tomarem cuidado, servir como um alerta”, diz Castilho. Ele conta que o machucado já está em processo de cicatrização.
Caravela-portuguesa
Segundo o biólogo Edson Ventura, as caravelas são venenosas, e essas toxinas podem causar dor. “Liberam toxinas por meio de células especializadas, chamadas nematocistos, presentes nos tentáculos da caravela. O que ocorre é uma reação ao veneno do animal. O principal sintoma é dor, sensação de queimação, inflamação no local, vermelhidão, e podem ser acompanhados de náuseas, dor de cabeça, vômitos e, em casos graves, choque anafilático devido à reação alérgica ao veneno”, esclarece.
Ventura ressalta que a primeira atitude de quem for queimado pela caravela-portuguesa é sair da água e procurar auxílio médico para orientação de uso de medicação. “É fundamental prestar atenção durante as primeiras 24 horas após o incidente. Nesse período, podem ocorrer reações alérgicas sistemáticas”, finaliza.
Caso a pessoa seja queimada, não deve coçar a pele ou esfregar com toalhas ou outro tecido, porque isso faz o veneno penetrar na pele mais facilmente. A pessoa pode lavar com água do mar ou vinagre, para neutralizar o veneno, e deve evitar usar água doce.
A caravela-portuguesa (Physalia physalis), ou barco-de-guerra-português, vive nas águas de todas as regiões tropicais dos oceanos. Ela possui cor azul ou ainda rosa e roxa, dependendo de diversos fatores ambientais, além de tentáculos cheios de células urticantes. Apesar de parecer um animal único, é, na realidade, uma colônia composta por muitos animais inter-relacionados (pólipos).
VÍDEOS: G1 em 1 Minuto Santos

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