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Covid-19: Campinas adota fase vermelha entre 21h e 5h a partir desta terça

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Medida foi anunciada em coletiva nesta segunda (22) Dário Saadi (Republicanos), prefeito de Campinas (SP)
Adriano Rosa/Prefeitura de Campinas
O prefeito de Campinas (SP), Dário Saadi (Republicanos), anunciou, durante coletiva nesta segunda-feira (22), que irá adotar na cidade regras da fase vermelha das 21h até às 5h, a partir desta terça-feira (23). No caso dos bares, a restrição tem início às 20h. A medida ocorre pela pressão de aumento de casos, internações e mortes por Covid-19.
Restrição de todas as atividades entre 9 da noite e 5 da manhã
Fechamento de bares entre 8 da noite e 5 da manhã
Permanecem abertos apenas os serviços essenciais
Com o decreto, previsto para ser publicado no Diário Oficial do Município nesta terça, ficam suspensas as regras da fase amarela até o dia 1º de março. Mesmo classificadas entre as atividades essenciais, as igrejas poderão funcionar somente até 21h.
No caso dos restaurantes e bares, também fica suspensa a carência de funcionamento após o horário de fechamento. Com a adoção das regras da fase vermelha, os estabelecimentos devem encerrar as atividades nos horários determinados.
De acordo com a prefeitura, a nova regra também impede atividades presenciais escolares entre 21h e 5h. Entretanto, isso não afeta o retorno das aulas presenciais da rede municipal, prevista para a próxima segunda (1º).
‘Extrema gravidade’
Nesta segunda, foram confirmadas mais oito mortes por Covid-19 entre moradores, o que elevou o total para 1.809. Já o número de infectados chegou a 67.635, um aumento de 497 em relação ao último boletim, divulgado na sexta-feira (19).
No domingo (21), a administração informou que a rede pública de saúde atingiu a lotação máxima nos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivos para pacientes com Covid-19. Os moradores que necessitavam de vagas estavam aguardando transferência pela Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (Cross) do estado.
Secretário de Saúde, Lair Zambon informou que a cidade tem, incluindo os leitos de UTI e enfermaria, mais de 500 pessoas internadas nesta segunda.
“Momento de extrema gravidade”, disse.
Sobre a possibilidade de circulação de uma nova variante na cidade, a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa), Andrea Von Zuben, destacou que Campinas enviou 13 exames ao Instituto Adolfo Lutz para sequenciamento genético.
Reportagem em atualização
Veja mais notícias da região no G1 Campinas

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