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Prefeita de Bauru canta em evento com aglomeração em igreja; vídeo

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Evento foi realizado na noite de quinta-feira (18); Bauru está classificada na fase vermelha do Plano SP, a mais restritiva. Prefeita Suéllen Rosim, de Bauru, durante show gospel em igreja evangélica
Arquivo pessoal
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra a prefeita de Bauru Suéllen Rosim (Patriota) cantando durante um evento com aglomeração realizado em uma igreja evangélica na noite de quinta-feira (18). A presença da prefeita causou polêmica na internet.
Nas imagens, é possível ver diversas pessoas com máscaras, mas não respeitando o distanciamento de 1,5 metro, recomendação da Organização Mundial de Saúde para conter a disseminação do coronavírus (veja vídeo abaixo).
Prefeita de Bauru canta em evento com aglomeração em igreja
Nesta sexta-feira (19), a DRS de Bauru permaneceu na fase vermelha do Plano SP, a mais restritiva. Semana passada, a prefeitura entrou com um recurso (agravo interno) contra a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) que suspendeu os efeitos da lei de flexibilização das atividades econômicas aprovada pela Câmara Municipal.
O evento dividiu opiniões de moradores da cidade, que tem 27.660 casos positivos de Covid e 403 mortes. Uma internauta escreveu que “no mesmo dia que o Executivo diz que irá endurecer a fiscalização sobre festas clandestina, a prefeita participa de uma. Ah, mas igreja pode. Qual a diferença entre o pancadão na periferia e a farra na igreja?”.
Já outra moradora comentou que fazia parte da igreja e que foram seguidos todos os protocolos. “Faço parte desta igreja e seguimos todos os protocolos, distanciamento, máscaras, álcool gel. Quando acaba o culto as pessoas logo vão embora e não tem contato. Isso não é festa, é um culto. Tenho visto o vírus se alastrar mais fora da igreja do que dentro, pois fora há sim aglomeração”, afirmou.
O G1 entrou em contato com a assessoria da prefeitura, que informou que não irá comentar sobre o caso. Mas ressaltou que os templos religiosos de Bauru são considerados serviços essenciais, portanto podem funcionar, cumprindo os protocolos sanitários.
A reportagem também tenta entrar em contato com a igreja que realizou o evento.
Prefeita de Bauru canta em evento de igreja evangélica
Arquivo Pessoal
Fase vermelha
Uma decisão do TJ divulgada no dia 8 de fevereiro suspendeu os efeitos da lei que redefiniu a lista de serviços essenciais e promoveu a flexibilização da fase vermelha do Plano São Paulo em Bauru no mês passado.
Depois da decisão, a prefeitura foi notificada e voltou a cumprir a fase mais restritiva do plano, fechando o comércio, bares e restaurantes, salões de beleza, shoppings, entre outras atividades. (Veja aqui o decreto.)
Segundo a prefeitura, entre os argumentos apresentados no recurso, “o município destacou os impactos econômicos já provocados pela pandemia, o controle feito pelos estabelecimentos para evitar contaminações, e ainda o fato de comércio e serviços estarem na base da economia de Bauru”.
Em vídeo publicado na terça-feira (9), a prefeita Suéllen Rosim (Patriota) já havia adiantado que o município iria recorrer da decisão do TJ. No entanto, enquanto o recurso não é julgado, Bauru continua seguindo de forma integral a fase vermelha do Plano São Paulo.
Bauru retoma regras da fase vermelha após liminar do Tribunal de Justiça de São Paulo
Histórico
A região de Bauru foi rebaixada para a fase vermelha do Plano São Paulo no último dia 22 de janeiro, mas dois dias depois, um decreto da prefeitura flexibilizou o Plano São Paulo por conta própria e permitiu a abertura de setores vetados pela regra estadual.
No entanto, no dia 29, o TJ aceitou o pedido feito pela Procuradoria-Geral do estado e concedeu liminar que derrubou o trecho do decreto que permitiu o relaxamento das medidas do Plano SP. Cinco dias depois, a cidade voltou a flexibilizar o plano apoiada na lei da Câmara.
Diante disso, a Procuradoria-Geral de Justiça pediu que fossem estendidos também a esta lei os efeitos da liminar que já havia impugnado o decreto. O pedido foi acolhido pelo desembargador que, na decisão, considerou a lei ineficaz na parte em que ela contrasta com a legislação estadual.
Com isso, a prefeitura foi notificada e voltou a cumprir a fase mais restritiva do plano, fechando o serviços não essenciais. Nesta terça-feira, Suéllen Rosim entrou com o recurso.
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