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Homem que confessou sentir prazer ao ver crianças morrendo afogadas é condenado a 30 anos de prisão

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Crime ocorreu em 1997. Ao longo das investigações, Douglas Baptista confessou que teria matado pelo menos outras sete crianças com o mesmo modus operandi. Priscilla Elias Inácio, de 9 anos, foi morta afogada por amigo da família em 1997
Arquivo/Jornal A Tribuna
Um homem foi condenado a 30 anos de prisão, em regime inicial fechado, por homicídio triplamente qualificado, após matar uma menina de 9 anos afogada em um rio de São Vicente, no litoral de São Paulo. Ao longo das investigações, o réu chegou a confessar ter matado pelo menos outras sete crianças, e que sentia prazer ao vê-las se debatendo no mar. A decisão cabe recurso.
Priscilla Elias Inácio desapareceu em 20 de outubro de 1997. O caso chegou a ser publicado pelo Jornal A Tribuna, de Santos. A mãe de Priscilla, Carmen Lúcia Elias, informou à época que a menina estava dentro de casa, no bairro Parque São Vicente, cuidando de um dos irmãos menores, quando saiu para atender alguém à porta, e desapareceu.
As investigações policiais chegaram até Douglas Baptista, após ele ser preso pela morte de outras duas crianças de maneira semelhante. Ele era amigo da família, os filhos de Carmen o chamavam de ‘tio’, devido à intimidade que tinham com o suspeito.
Mãe de Priscilla relatou desaparecimento de criança ao Jornal A Tribuna em 1997
Arquivo/Jornal A Tribuna
Douglas, se aproveitando dessa proximidade com as crianças, convidou Priscilla para pescar. Ela aceitou, e chegando ao barco, ele amarrou as pernas da menina e a levou até alto-mar, onde jogou a criança na água e assistiu ela se afogar.
Ele chegou, inclusive, a confessar às autoridades que teria matado pelo menos outras sete crianças com o mesmo modus operandi. O delegado que acompanhou o caso disse, no inquérito policial, que Douglas admitiu sentir prazer ao ver as crianças se debatendo na água até morrer.
Condenação
A 6ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve o júri que condenou o réu por homicídio triplamente qualificado. A pena foi mantida em 30 anos de reclusão, em regime inicial fechado. A decisão ainda cabe recurso.
O G1 não conseguiu, até a última atualização desta reportagem, contato com o advogado de defesa de Douglas, Marcelo Tadeu Rodrigues de Omena.

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