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MP vai investigar suspeitas de irregularidades na vacinação contra Covid em Marília

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Segundo a promotoria, inquérito civil foi motivado após diversas denúncias recebidas pelo órgão contra a prefeitura e o HC. Marília já aplicou mais de 15 mil doses, o que corresponde a 6,25% da população
Prefeitura de Marília/Divulgação
O Ministério Público de Marília (SP) instaurou um inquérito civil para investigar a vacinação contra a Covid-19 na cidade. A medida foi adotada depois de o órgão receber várias denúncias de irregularidades.
O promotor Isauro Pigozzi Filho quer apurar se houve fraudes na aplicação das vacinas tanto pelo município quanto pelo Hospital das Clínicas (HC).
O MP também quer informações como o número de pessoas que ainda precisam ser imunizadas e os critérios usados na vacinação.
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Dentre as denúncias recebidas pelo MP, a maioria através de sua Ouvidoria, estão as negativas de vacinação a determinados grupos que estariam na linha de frente do combate à pandemia, alunos da Faculdade de Medicina que estão trabalhando no atendimento a pacientes e trabalhadores da UPA Zona Norte.
Outro foco de denúncias são supostos casos de fura-fila, como o de uma empresária do ramo de decoração e de um empresário da cidade, ambos divulgando fotos em redes sociais ostentando a carteira de vacinação preenchida.
Outra denúncia questiona o Plano de Imunização, que deixaria de imunizar “grupos prioritários” e destinaria vacinas para profissionais da saúde, mas sem especificar quais seriam esses profissionais, muitos deles que sequer trabalhariam na linha de frente.
Assim que forem notificadas, a Secretaria de Saúde de Marília e a Superintendência do HC terão o prazo de dez dias para prestarem esclarecimentos.
Em nota, a Prefeitura de Marília informa que “todas as pessoas vacinadas até o presente momento foram dos grupos prioritários”. O texto diz ainda que todas as vacinas foram aplicadas mediante apresentação de documentos que comprovam que a pessoa pertence aos referidos grupos.
Segundo a prefeitura, “se a pessoa vacinada fez uso de documentação falsa, poderá responder criminalmente, conforme previsão contida no Código Penal, mediante devida investigação policial”.
Também em nota, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Marília (HC Famema) informa que “estará respondendo o inquérito ao Ministério Público nos autos do processo, quando for requisitado”.
Marília já ultrapassou a marca de 15 mil pessoas vacinadas contra a Covid-19, segundo dados divulgados pelo governo do estado, através do site Vacinajá.
De acordo com a atualização das 9h desta quarta-feira (17), Marília tinha 15.047 pessoas vacinadas, o que corresponde a 6,25% da população, estimada em cerca de 240,6 mil habitantes.
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