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Mães dizem não ter recebido auxílio emergencial da Prefeitura de SP um ano após o início da pandemia do coronavírus

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Gestão Bruno Covas (PSDB) iniciou os depósitos em dezembro de 2020 e disse que pessoas que não receberam estavam com documentação irregular. Pagamentos pendentes devem ser feitos após renovação de contrato com a Caixa Econômica, cujas tratativas estão em andamento. Famílias se queixam que não receberam renda básica emergencial de R$100 da prefeitura da capital
Mães paulistanas afirmam não ter recebido o auxílio emergencial da Prefeitura de São Paulo até esta quinta-feira (18), um ano após o início da pandemia do coronavírus. A gestão Bruno Covas (PSDB) iniciou os depósitos em dezembro de 2020.
“Se as pessoas não me ajudassem eu não teria renda. Agora que ele voltou para creche, agora sim, nós temos a esperança de arrumar um emprego e dispensar o benefício. Enquanto isso, está fazendo falta”, disse Isabel, que mora no Jardim Iguatemi, Zona Leste do município, e que já deveria ter recebido R$ 600 de renda básica emergencial.
O panorama é o mesmo na casa da Caroline, que mora na Zona Sul, desempregada e mãe de duas crianças, que espera os R$ 900 a que tem direito, e na família de Jaiani, que tem um bebê e continua na fila de espera.
Quem tem direito ao auxílio são os moradores da capital inscritos no programa Bolsa Família e os vendedores ambulantes do Programa “Tô Legal”, que regula o uso do espaço público para comércio e prestação de serviços.
Na quarta-feira (17), no entanto, elas receberam e-mails da Prefeitura informando que, agora, o pagamento depende de um novo contrato com a Caixa Econômica Federal, que alterou cláusulas do contrato anterior. “Não é desculpa. É verdade”, diz o comunicado.
Questionada pelo SP1, a Caixa diz que atuou como agente pagador do programa Renda Básica Emergencial no município de São Paulo, que o contrato terminou em 31 de dezembro, e que realmente estão em andamento as tratativas junto à Prefeitura para um novo contrato e o pagamento das parcelas que ainda faltam do programa.
Já a Prefeitura de São Paulo disse que a maioria das pessoas inscritas recebeu a primeira ajuda, e que as pessoas que não receberam o auxílio estavam com documentação irregular ou com alguma inconsistência no cadastro. A gestão informou que já fez uma busca ativa para regularizar essas situações e que aguarda a minuta da Caixa para o novo contrato.
O projeto que prevê a continuidade do programa por três meses também passa pela aprovação da Câmara dos vereadores.
Ele foi aprovado em primeira votação e a segunda está marcada para a terça-feira (23), com alterações na proposta. A expectativa é a de que 1,2 milhão de pessoas sejam beneficiadas nessa nova etapa, com a disponibilização de R$ 420 milhões.
“Foram feitas várias propostas para aumentar o número de famílias. Serão 137 mil famílias a mais beneficiadas e aumento desse valor em R$ 50, R$ 100 reais…Tem impacto nas finanças da cidade”, disse.

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