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Serrana, SP, inicia vacinação em massa contra a Covid-19 em estudo inédito do Butantan

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Primeiros voluntários moram na região verde e receberão as doses entre esta quarta-feira (17) e domingo (21). Expectativa é que 30 mil moradores sejam vacinados para avaliar a eficiência da CoronaVac na redução da transmissão do vírus. População de Serrana, SP, participa de estudo do Butantan sobre a CoronaVac
Serrana (SP) inicia, nesta quarta-feira (17), a vacinação em massa contra a Covid-19 em voluntários da cidade cadastrados para um estudo clínico inédito do Instituto Butantan. A pesquisa vai avaliar a eficiência da CoronaVac na diminuição da taxa de transmissão do vírus.
Os pesquisadores também querem identificar o impacto nas internações, nas mortes e no tempo que a cidade vai demorar para alcançar a imunidade de rebanho.
Uma cerimônia às 9h, na Escola Municipal Professora Maria Celina Walter de Assis, está marcada para dar início ao projeto. Participam do evento o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, o prefeito de Serrana, Leonardo Capitelli (MDB), e outras autoridades.
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As primeiras doses da CoronaVac estão previstas para serem aplicadas a partir das 14h nas oito escolas destinadas à vacinação na cidade. Não houve agendamento. A vacinação será por ordem de chegada. (Veja os locais abaixo).
Até abril, ao menos 30 mil moradores devem ser imunizados. Os resultados do estudo estão previstos para sair até a segunda semana de maio, projeta o Instituto.
De acordo o Butantan, as doses do imunizante são exclusivas para o estudo e o uso delas não interfere na distribuição dos lotes ao restante do país.
Há pelo menos duas semanas as vacinas eram mantidas em um local sigiloso e com temperatura controlada, que varia entre 2°C e 8°C.
Serrana, SP, começa a vacinar moradores contra a Covid-19
Vinícius Alves/G1
Calendário
Para a vacinação, o município foi dividido em quatro regiões, que são identificadas por cores. Até domingo (21), moradores da faixa verde receberão a primeira dose.
1ª região (verde): de 17 a 21 de fevereiro;
2ª região (amarelo): de 24 a 28 de fevereiro;
3ª região (cinza): de 3 a 7 de março;
4ª região (azul): de 10 a 14 de março.
A segunda dose começará a ser aplicada entre o 21º e o 30º dia após a primeira.
Cronograma da vacinação da 1ª dose da CoronaVac em Serrana, SP
Arte/EPTV
A vacinação
Por se tratar de um estudo clínico e não de uma vacinação comum, o processo pode demorar até uma hora e meia por voluntário. Cada um deverá assinar um termo de consentimento, passar por um atendimento médico antes, ter uma amostra de sangue coletada e ficar em observação após receber o imunizante.
Por isso, os médicos e pesquisadores pedem calma aos participantes do estudo e orientam que todos evitem ir juntos logo no primeiro dia de aplicação, já que cada região tem cinco dias para atender a demanda.
Locais e horários
Para cada região, as doses serão aplicadas de quarta-feira a sexta-feira, das 14h às 20h30. Aos sábados e domingos, das 8h às 15h30, em um dos postos abaixo.
Escola Jardim das Rosas: Rua Joaquim Santos, 890
Escola Neusa Maria do Bem: Rua Benedito, 87, Jardim das Rosas II
Escola Dilce Jorge Gonçalves Netto França: Rua Jorge L. Registro, 176, Jardim Mariana
Escola Edésio Monteiro de Oliveira: Rua Roraima, 92, Jardim Bela Vista
Escola Paulo Sérgio Betarello: Rua Santos Cruz, 1801, Jardim Cristina
Escola Maria Celina Walter de Assis: Rua Antônio Honório Ribeiro, 895, Centro
Escola Deputado José Costa: Rua dos Estudantes, 180, Centro
Escola Jardim Dom Pedro I: Avenida Arsênio R. Martins, 151, Jardim Dom Pedro I
Segundo o projeto, das oito escolas definidas para aplicações, cinco são adaptadas para moradores com dificuldade de mobilidade ou cadeirantes:
Escola Dilce Jorge Gonçalves Netto França
Escola Deputado José Costa
Escola Neusa Maria do Bem
Escola Paulo Sérgio Betarello
Escola Maria Celina Walter de Assis
Escola Estadual Deputado José Costa é ponto de aplicação da CoronaVac em Serrana
Vinícius Alves/G1
Quem pode participar?
Somente moradores da cidade podem participar da pesquisa. Mulheres grávidas ou em amamentação, quem teve febre nas últimas 72 horas antes da vacinação e portadores de doenças graves não podem. Um médico vai orientar a população no local das aplicações.
A ideia é imunizar ao menos 30 mil pessoas até abril. A cidade tem 45.844 habitantes, segundo a última estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em 2020, antes mesmo do anúncio oficial, a cidade já havia sido mapeada por meio de um censo realizado com o Instituto Butantan, o Hospital Estadual e a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), para evitar que moradores de fora se mudassem para Serrana com o objetivo de conseguir a vacina destinada ao estudo.
Após a divulgação do projeto, de 11 a 14 de fevereiro foi aberto o cadastramento para quem não participou do censo. No entanto, o morador que não se cadastrou pode ser registrado durante as semanas de vacinação desde que sejam os dias destinados à cor do bairro em que ele mora.
Por exemplo: quem é da área verde pode fazer o cadastro até domingo. Quem é da amarela, pode ser cadastrar entre os dias 24 e 28 de fevereiro, e assim sucessivamente de acordo com o cronograma das regiões.
Moradores formam fila para cadastro da vacina do Butantan em Serrana, SP
Vinícius Alves/G1
Quem teve Covid-19 pode se vacinar?
Após o período de transmissão da doença, a vacinação está liberada. Dúvidas referentes a outras enfermidades devem ser sanadas diretamente com o médico.
Parceria com o WhatsApp
Voluntários do estudo terão auxílio de uma assistente virtual para tirar dúvidas do projeto. A assistente virtual do WhatsApp, chamada Tainá, fornece informações oficiais sobre o programa.
Na interação pelo app os moradores poderão tirar dúvidas como onde tomar a primeira dose, como monitorar possíveis efeitos adversos e o intervalo para a segunda aplicação.
Para conversar com a Tainá, é preciso adicionar o telefone +55 11 4950-8330 à lista de contatos ou iniciar o chat pelo link wa.me/551149508330.
Serrana, SP, na região de Ribeirão Preto, participa de estudo do Instituto Butantan sobre a CoronaVac
Reprodução/EPTV
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