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Funcionário de escola é preso por assediar adolescente e armazenar pornografia infantil em Caçapava

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Segundo a Polícia Civil, suspeito confessou que mantinha conversas de cunho sexual com outros estudantes maiores e menores de idade. Delegacia de Caçapava
Polícia Civil/Divulgação
Um homem de 47 anos foi preso na tarde desta terça-feira (16) suspeito de assediar um adolescente de 16 anos e por armazenar imagens pornográficas com crianças em Caçapava (SP).
Segundo a Polícia Civil, o suspeito é funcionário de uma escola pública e começou a ser investigado após a família do adolescente de 16 anos, que é portador de problemas mentais, denunciar o assédio.
“O adolescente estudava na escola onde o suspeito trabalha. O homem conseguiu o contato da vítima e começou a mandar mensagens de cunho sexual. A mãe monitora as redes sociais do filho e veio até a delegacia fazer a denúncia e nos mostrou as mensagens”, afirma o delegado Hugo Pereira, responsável pela investigação.
Uma equipe da polícia foi até o local de trabalho do suspeito, a escola Professor Fernando Pantaleão, no bairro Tijuco Preto, mas não encontrou o homem. Os policiais então seguiram até a casa dele, onde o homem assumiu que conversava com o adolescente e autorizou que a equipe fizesse buscas no computador.
“Os policiais encontraram centenas e mais centenas de fotos e vídeos pornográficos envolvendo crianças e adolescentes. Eram tantos arquivos que ainda não conseguimos identificar se o suspeito grava as fotos e vídeos ou se recebia os arquivos de terceiros”, afirmou o Delegado Hugo Pereira.
Ainda de acordo com o delegado, o suspeito confessou outros casos de assédio a alunos e ex-alunos durante o depoimento. “Ele confessou que mantinha conversas de cunho sexual com alunos e ex-alunos da escola, alguns menores de idade e outros que já são maiores”, disse.
O homem seguia detido na manhã desta quarta e ainda deve passar por uma audiência de custódia. Ele vai ser indiciado por armazenar pornografia infantil, crime com pena de um a quatro anos de prisão e multa.
O caso vai continuar sendo apurado e, se as investigações comprovarem que houve relação sexual com outras vítimas, o suspeito será denunciado por pedofilia, crime com pena de oito a 15 anos de prisão.
A Prefeitura de Caçapava, responsável pela escola onde o suspeito trabalhava, foi procurada, mas não se manifestou até a publicação desta reportagem.
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