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Covid: Mulher recorre à Justiça por vaga em UTI para marido intubado na UPA de Sumaré

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Dona de casa diz que equipe da UPA tem feito o que pode, mas falta estrutura na unidade. Estado diz que central de regulação busca vaga para transferência do paciente. Uma dona de casa de Sumaré (SP) procurou o Ministério Público (MP) para recorrer à Justiça por uma vaga em UTI para o marido, Rodrigo Macena, de 32 anos, intubado na UPA da cidade com Covid-19 e aguardando transferência para uma unidade com maior estrutura.
Com os seis leitos de terapia intensiva exclusivos para o tratamento da doença lotados no Hospital Estadual de Sumaré, Daiane Furtado Serra define a situação como “desesperadora”.
“Temos dois filhos, um de 7 anos e um bebê 6 meses. Meu filho procura o pai pra brincar. Nunca me imaginei nessa situação. Eles tem que pensar que ali tem um pai de família”, disse Daiane.
Macena apresentou complicações da doença no último final de semana, e acabou internado na UPA na última segunda, já com comprometimento do pulmão. Na terça, o paciente começou a não responder aos tratamentos e evoluiu para um quadro mais grave, precisando ser intubado.
“Tudo que pode ser feito na UPA, eles estão fazendo. Mas não é suficiente. Ele precisa de um leito de UTI, de um hospital que tenha mais recursos. Eles falam que ele é novo, tem a chance de sair desse quadro, mas tem que ir para uma UTI, onde tenha os recursos necessários”, completa Daiane.
Pacientes reclamam de falta de vagas em leitos de UTI Covid em Sumaré
Reprodução/EPTV
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde informou que a taxa de ocupação na região de Campinas em UTI é de 69% e, portanto, “a rede segue com plena capacidade de assistir pacientes”.
Segundo o estado, a Central de Regulação de Ofertas e Serviços (CROSS) auxilia na busca de vaga em serviço de referência para todos os casos inseridos no sistema e que segue “em busca ativa” por um serviço de referência para o paciente Rodrigo Macena.
“Cabe esclarecer que a Cross possui um sistema online que funciona 24 horas por dia e busca vaga disponível em várias unidades (não apenas nos hospitais Estaduais), na região de origem do paciente com disponibilidade e capacidade para atender cada caso, priorizando os mais graves e urgentes, e que possuam condição clínica adequada, como quadro estável e livre de infecções”, diz.
Falta de vagas na região
O problema com a lotação das UTIs Covid não ocorre somente em Sumaré (SP). Nesta quarta, Mogi Mirim (SP), Valinhos (SP) e Vinhedo (SP) apresentação 100% de ocupação.
Campinas (SP), referência para a região, tem 82% das estruturas de terapia intensiva com pacientes, mas o município informou que sente a pressão por leitos e solicitou ao estado a abertura com urgência de mais vagas.
UTIs Covid 100% ocupadas
Mogi Mirim: 10 leitos, nenhuma vaga
Valinhos: 27 leitos, nenhuma vaga
Vinhedo: 8 leitos, nenhuma vaga

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