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Estreia de documentário, ‘vaquinhas’ e manifesto: saiba como será a Virada AfroCultural de Campinas

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Evento acontece entre os dias 11 e 12 de abril e está com edital para submissão de trabalhos aberto até próxima sexta-feira. Arte de chamamento para submissão de trabalhos da Virada AfroCultural de Campinas
Divulgação / 1ª Virada Afrocultural de Campinas
A primeira edição da Virada AfroCultural de Campinas (SP) acontecerá, em formato online, entre os dias 11 e 12 de abril, com participação gratuita. O edital para submissão de trabalhos contempla as áreas de música, artes cênicas, cultura popular, literatura e artes visuais. As inscrições, feitas pela internet, terminam na próxima sexta-feira (12).
A participação é exclusiva para homens negros, mulheres negras, transgêneros, indígenas, afroindígenas e pessoas com deficiência. Os artistas também devem ser residentes em Campinas. O G1 conversou com a organização e detalha como será o evento, que terá lançamento de documentário, “vaquinhas” para conseguir ajuda à instituições e um manifesto por igualdade racial. Veja abaixo.
A Virada AfroCultural é realizada por meio de uma ação em rede entre os projetos Rede Articula Juventudes e a Agência Mandinga de Favela, com o apoio do Coletivo Margem Cultural e a Secretaria de Cultura de Campinas. Serão selecionadas dez propostas artísticas para serem contempladas com um valor de R$ 1 mil cada, disponibilizado pela Lei Aldir Blanc.
Como será?
O evento contará com o lançamento do documentário “Aquilombamento”, sobre a história do Centro de Referência Quilombo Urbano OMG, localizado no Jardim Monte Cristo, em Campinas. O local foi fundado em 2014 a partir do encontro de residentes das ocupações do Parque Oziel, Monte Cristo e Gleba B.
O espaço oferece um cursinho popular preparatório para vestibulares composto por 13 professores, além de oficinas de empreendedorismo, fotografia e comunicação.
Durante o virada, também serão promovidas três arrecadações de verba para causas diferentes:
A primeira é para financiar a reforma do Quilombo Urbano OMG, que passa por dificuldades com a estrutura física.
Outra arrecadação será em suporte ao menino encontrado acorrentado em um tambor em Campinas no dia 31 de janeiro.
A última apoia a ação da Fazenda Roseira, que objetiva instalar equipamentos de monitoramento no centro religioso e cultural após invasões e furtos recentes.
Os produtores Jonatas Akin e Duda Crespa afirmaram que a Virada Afrocultural tem o objetivo de “funcionar como uma vitrine afrocultural da cidade, que exponha a produção preta e periférica de Campinas”.
Duda Crespa ressalta que, apesar da inscrição de trabalhos estar restrita a grupos específicos, a participação da sociedade de modo geral é fundamental.
A organização do evento destaca que, ao final da Virada Afrocultural, será elaborado um manifesto dividido em 15 pontos para ser entregue à Prefeitura de Campinas. O documento discute alternativas para o Plano Municipal de Políticas de Promoção de Igualdade Racial, proposto pela pasta de Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos da cidade de Campinas.
Dúvidas podem ser esclarecidas através da página oficial do evento.
Veja mais notícias da região em G1 Campinas.

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