Internações por problemas respiratórios cresceram na última semana, mas em ritmo menor, diz Fiocruz

1º de abril: Equipe de saúde com equipamento protetor contra a Covid-19 em Paris, na França. — Foto: Benoit Tessier

Coordenador do levantamento diz que combinação de fatores pode estar por trás da variação, desde as medidas de isolamento até a dificuldade para incluir o elevado número de casos nos bancos de dados.

Monitoramento feito pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostra que, na semana entre 22 e 28 de março, o número de internações por problemas respiratórios cresceu no Brasil, mas em ritmo menor que na semana anterior. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (1º).

Para o pesquisador Marcelo Gomes, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, que coordena o levantamento, a queda no ritmo de crescimento se deve a uma combinação de fatores, desde as medidas de isolamento adotadas para combater a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, até a dificuldade para incluir as internações nos bancos de dados.

“Pode sim já ser efeito das medidas de isolamento, mas pode também ter um efeito relacionado a um eventual maior tempo para digitação das internações no banco de dados, em função de sobrecarga nas unidades de saúde”, avalia Gomes. “Ao final desta semana, quando entrarem mais casos referentes à semana passada que ainda não foram inseridos no sistema, poderemos ter uma melhor noção”.

Na semana passada, entre os dias 15 e 21 de março, o Brasil havia registrado 9 vezes a média histórica semanal de internações por problemas respiratórios para este período do ano: 2.250 pessoas foram internadas com a síndrome respiratória aguda grave. A média semanal em outros anos era de 250 a 300 internações para os meses de fevereiro e março. Fonte: G1

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