Doria diz que medida de Bolsonaro sobre combustível é populista

Foto: Nelson Almeida

O governador de São Paulo afirmou que os estados não têm espaço fiscal para abrirem mão da receita do ICMS dos combustíveis

“Os governadores não vão aceitar imposições, ainda mais vindo de WhatsApp.” Foi assim que o governador de São Paulo, João Doria, respondeu o desafio que o presidente Jair Bolsonaro lançou nesta quarta-feira (5/2) para os estados com o intuito de zerar os impostos que incidem sobre os combustíveis brasileiros. Doria reclamou que, além de não ter sido discutida com os governadores, a medida é irresponsável porque desarruma o quadro fiscal de todos os entes federados.

“É preciso que o presidente tenha responsabilidade e ocupe de maneira correta o cargo para o qual foi eleito. Não se faz gestão por WhatsApp nem por grupos digitais, se faz gestão com diálogo, entendimento. Convide os governadores para discutirem e debaterem o assunto”, criticou Doria, dizendo que Bolsonaro não pode jogar para os governadores a responsabilidade pelo alto custo dos combustíveis no Brasil. “67% de todos os impostos cobrados no Brasil são impostos federais. Portanto, a iniciativa tem que ser de ordem federal. Não pode ser deliberada para os estados”, provocou o governador de São Paulo, que falou sobre o assunto ao chegar no Ministério da Economia para uma reunião com o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida

Como já haviam dito os outros governadores brasileiros através de uma carta publicada nessa terça-feira (4/2), Doria ainda afirmou que os estados não têm espaço fiscal para abrirem mão da receita do ICMS dos combustíveis, que representa cerca de 20% de tudo que os estados arrecadam com o ICMS. “Veja os governadores cuja situação fiscal impede que paguem salários, despesas de saúde, despesas de educação e os fornecedores. É visível que vários governos estaduais não têm condição e espaço para isso. É preciso ter compreensão da realidade”, afirmou Doria. Fonte: Correio Braziliense

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