Durou pouco a alegria: gasolina sobe para quase R$ 4,70

Foto: Catarina Loiola

Foi um sopro de alívio. A queda dos preços da gasolina durou apenas dois dias. Quem passou pelos postos de abastecimento nesta quarta-feira (18/12) levou um susto com a nova disparada no valor do combustível nas bombas. A gasolina está sendo vendida a quase R$ 4,70 o litro.

Nos postos do Setor de Indústrias Gráficas (SIG), de Águas Claras e da Asa Sul, a gasolina vem sendo ofertada a R$ 4,689. Em alguns casos, o aumento foi de R$ 0,33 por litro, deixando muitos consumidores indignados. Para eles, não há nada que justifique esse salto.

Motorista de aplicativos, Paulo Soares, 33 anos, dispara: “É um absurdo. Os postos reduziram os estoques e já se sentiram confortáveis para aumentar os preços da gasolina nas bombas”. No entender dele, será um fim de ano complicado. “Nossa margem de lucro cairá muito justamente num período de maior movimento”, acrescenta.

Presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e de Lubrificantes do Distrito Federal (SindicombustíveisDF), Paulo Tavares tem dito que há uma série de fatores para justificar os preços mais altos da gasolina, entre eles, o reajuste do etanol e a necessidade dos postos de fazerem caixa para arcar com custos trabalhistas.

Descontentamento

Entre os motoristas, esses argumentos não convencem. “A sensação é de que estamos sendo explorados”, frisa a comerciante Sandra Requena, 59. Ela lembra que o próprio presidente da República, Jair Bolsonaro, reclamou dos altos preços dos combustíveis. “Ninguém aguenta”, afirma ela.

Ao que tudo indica, o fim de ano será de gasolina mais cara. Os postos vão aproveitar esse período para recompor as margens de lucros, que, segundo Paulo Tavares, está abaixo dos 16% considerados aceitáveis pelo Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade).

O Cade, por sinal, soltou, recentemente, um relatório mostrando que o fim do cartel da gasolina no Distrito Federal tem permitido que os brasilienses economizem até R$ 358 milhões por ano. Fonte: Correio Braziliense

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